A Praça da Juventude da zona sul de Londrina, inaugurada no dia 16 do mês passado, já foi alvo de furtos e vandalismo por pelo menos duas vezes. O saldo é um portão e uma porta arrombados, vaso sanitário danificado e seis bolas usadas para atividades físicas furtadas. Os transtornos para os usuários são significativos, já que além do prejuízo material, as oficinas oferecidas pela Fundação de Esportes de Londrina (FEL) foram suspensas.
"Nós cancelamos as oficinas de dança, hip hop, dança de salão, alongamento, skate e futebol, que vinham sendo ministradas por estagiários", enumerou o diretor técnico da FEL, Ângelo Deliberador, acrescentando que a mesma medida foi tomada para as aulas que seriam implantadas. De acordo com o diretor, a suspensão foi em função da inviabilidade de transportar os materiais para o espaço todos os dias, já que não há segurança para mantê-los guardados na praça.
"Como não temos funcionários para trabalhar no fim de semana e não há guardas municipais em número suficiente para cuidar de lá, resolvemos suspender as oficinas até que essa questão seja resolvida", declarou Deliberador. Atualmente dois coordenadores da FEL ficam no local para evitar uma depredação maior dos equipamentos. No entanto, durante o período noturno e aos fins de semana o espaço fica sem monitoramento.
Um dos coordenadores que fica na Praça da juventude, José Augusto de Souza, ressaltou que o local tem sido bastante frequentado, mesmo com esses percalços. "Atualmente cerca de 80 jovens frequentam o espaço diariamente, e há também as pessoas da terceira idade, que utilizam a pista de caminhada", declarou.
Jefferson Souza Silva, de 17 anos, lamentou o vandalismo e os furtos. "Agora a gente precisa trazer nossa bola para jogar, mas nem sempre temos a certa para a quadra que estamos usando. Nesta semana, por exemplo, usamos uma bola própria para o futebol de campo, mas jogamos futsal", reclamou.
O estudante Gustavo Silva, de 14 anos, costuma ir ao espaço andar de bicicleta e jogar futsal. "Antes eu ia no Projeto Viva a Vida, no União da Vitória, mas lá a quadra é descoberta e está toda esburacada", revelou. Agora ele diz preferir a quadra da Praça da Juventude. Para quem gosta de andar de skate, o espaço também tem sido elogiado. "Nesta pista a gente tem a tranquilidade para andar", afirmou o estudante Lucas Lopes, de 15. Morador do Conjunto São Lourenço (zona sul), ele disse que antes ia até o Centro Social Urbano da Vila Portuguesa (área central).

Acesso
Outro problema é a falta de um acesso até a academia ao ar livre e às mesas de pingue-pongue. Embora esteja ao lado da Praça da Juventude, o espaço é rodeado por cercas de arame que impedem que qualquer usuário da praça chegue à área.
"A praça fica isolada da academia ao ar livre e dificulta para as pessoas de idade utilizarem os equipamentos", reforçou o servidor público aposentado Antônio Gobeti. Ele explicou que os idosos precisam pular a cerca e descer uma ladeira para chegar até a academia ao ar livre, caso contrário, têm que ir até a entrada da Pavilon e dar a volta por trás da antiga usina de asfalto, o que não é seguro. "O local é mal iluminado", reclamou.
O diretor da FEL explicou que o erro de projeto já foi constatado e está sendo feito um estudo para ver qual a melhor alternativa. "Precisamos analisar o que é mais viável: criar uma rampa de acesso ou mudar os equipamentos de lugar, para o interior da Praça da Juventude", declarou.

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