Praça
Ainda o centro
Leitor questionou comentário sobre a situação do centro, esta semana, afirmando que a Praça não ofereceu idéias. Tem certa razão, embora em várias oportunidades isto tenha sido feito. E não é difícil perceber que há muita coisa que pode ser efetivamente feita, caso o comércio do centro queira mesmo o que parece até natural devolver à área sua situação diante da concorrência dos shoppings.
O ponto inicial deve ser o de deixar de pedir à autoridade pública, no caso a prefeitura e seus órgãos, passando à ação. União dos comerciantes, análise dos problemas que todos praticamente conhecem: segurança, estacionamento, diversão, eventos, promoções. Na questão da segurança, reclama-se, com justeza, ação, pelo menos, da Polícia Militar. Mas se isto não é feito, há estabelecimentos que fazem sua própria segurança. Unidos, os comerciantes acabarão até diluindo despesas. Com toda a certeza, acabarão, pelo exemplo, sensibilizando os órgãos estaduais.
A região central possui muitos estacionamentos e já há comerciantes que estabeleceram convênios. Podem e devem tentar reduzir preços e, principalmente, fugir a certas bobagens como estabelecer valores de compra, para validar o estacionamento ou exigir tempo. O cidadão quer se sentir livre e as exigências o inibem.
A área central precisa, também, bons e alegres estabelecimentos para comer, beber, passear, durante o dia todo. Antigamente se fazia isto, ia-se ao Calçadão para um chope, um café. Existe um coreto que precisa ser usado. Houve coisas inteligentes, como as feiras que, agora, sabe-se lá por que, querem acabar. Não pode acabar nada, tem mais é que estimular.
Vivemos um tempo curioso em que faltam empregos, percebe-se que as coisas mudaram e que é preciso criar novas alternativas. Quarta-feira, na TV, um ministro do governo Federal falava sobre a importância de abrir condições para que o produtor oferece-se seu trabalho direto ao consumidor, o que se faz, aqui, com as feiras. Mas, sabe-se lá o motivo, há quem queira proibir isto.
O centro se beneficiou das feiras. Os feirantes também. O povo, igualmente. Com respeíto às leis (que, caso sejam falhas podem e devem ser modificadas) é possível manter este atrativo e, com isto, estimular mais o centro.
Quando quem quer ver o centro reativado se mobilizar e começar a agir, sem dúvida o poder público virá junto. Parafraseando Kennedy não pergunte o que Londrina pode fazer por você mas o que você pode fazer por Londrina.





