PRAÇA
Gente que faz
Alexadre Rocha Filho
Muita gente que trabalhou a seu lado por anos não sabia seu nome. Para todos ele era o Mineiro da Folha. Apelido natural, veio de Minas com pais e irmãos. Aqui assumiu com coragem a luta, principalmente depois da morte do pai. Começou na Gazeta, um verpertino que existia em Londrina pelo fim dos anos 50. Convidado por João Milanez, veio para a Folha. Fez tudo, foi entregador, foi aprendiz, tornou-se gráfico, trabalhou como gente grande. Era visto, cansado, dormindo um pouco debaixo da rotativa.
Além de seu trabalho, foi partícipe da instalação do jornal de Cambé. Fez jornais para o Centro Acadêmico Sete de Março e para o Diretório Acadêmico Rocha Pombo (presidido à época pelo atual senador Álvaro Dias). Entrou no ramo da edição, publicou vários livros de leis. Animado, lançou o Guia Londrina 68, uma publicação caprichada que marcou época.
Por causa disto, outro convite de João Milanez: cuidar da circulação do jornal. Na época, pouco mais de cinco mil jornais por dia, poucos municípios. Em 10 anos, bem mais de 30 mil exemplares diários, lido em todo o Paraná e no então Mato Grosso.
Como a venda reclamava cobertura, tornou-se também elemento importante na parte redatorial. Amigo de prefeitos, entrosado à linha do jornal, municipalista, acabou inclusive participando de pugnas na Associação dos Municípios do Paraná. Na época do governador Jaime Canet Júnior, correu o Estado.
Um derrame não cortou-se a carreira. Como antes, lutou, luta. E continua ativo, hoje. Tem seu escritório e pode ser visto ali, todos os dias, trabalhando, fazendo jornais (que é uma das muitas coisas que faz bem) e em franca atividade. Alexandre Rocha Filho, um londrinense que faz.
Apoio às feiras
Muitas manifestações de apoio à manutenção das feiras do produtor e dos frutos, no centro da cidade. Parece incrível que uma administração voltada para o trabalhador não perceba a importância das questões. As nossas feiras, incluindo a da Lua, inovação local, atraem gente, movimentam a cidade, garantem trabalho.
A Feira do Produtor da primeira semana de cada mês é valiosa. A mudança, da Praça Marechal Floriano para o Calçadão, ao lado do coreto, foi muito bem recebida. Tem que continuar, para dar opções aos que produzem, ao público, a Londrina. Não vamos fechar portas para o trabalho, vamos estimular e, com isto, inclusive, revitalizar o centro.





