Gente que faz

2) Carlos Klamas

Londrina tem, sabemos, um charme tremendo. Pelos anos 1950, o jovem curitibano Carlos Klamas fazia uma carreira futebolística. Tinha começado no Coritiba, como juvenil, em 1942. Assinou contrato profissional em 49. Naquele tempo o futebol não era como o de hoje, tinha mais charme que dinheiro. E Klamas trabalhava, também, na S.A. White Martins. Pela empresa foi mandado a Londrina para montar uma filial. Fez o que devia, voltou. Foi para a Móveis Cymo e voltou para instalar em Londrina a filial, 1954. Ficou. Foi rotariano, trabalhou. Sua postura valeu a eleição para a presidência da Associação Comercial de Londrina (1966/67) como nome de conciliação. Normal, Klamas sempre foi conciliador, ponderado. Faz questão de citar seus grandes amigos que muito o ajudaram, Almeida Júnior, Arlindo Fuganti, Edwino Andrade Noronha.
Em 1976 pensou que tinha terminado. Engano. Convidado pelo então prefeito Antônio Belinati, em 77, tornou-se diretor administrativo e financeiro e logo em seguida superintendente do Sercomtel. Uma gestão difícil, época da ditadura, da pressão para entregar esta empresa. Usou o que pode, fez um trabalho marcante.
Sua grandeza se revela em seguida: Wilson Moreira, adversário de Belinati, é eleito, pede a Klamas para ir à Cohab, como diretor administrativo. Vai e só sai por motivos particulares. E durante outros 7 anos, atua na Univrsidade Estadual de Londrina, como membro da equipe do reitor à época, Jackson Proença Testa.
Hoje Klamas está aposentado mas continua firme e forte. Londrinense. Tendo ocupado tantos e tão importantes cargos, mora de modo simples, como sempre foi, com sua esposa Raquel. E está aí, vivo e forte, para fazer muito mais pela nossa Londrina.

Postura coerente

Domingos Pellegrini disputa vaga na Acadêmia Brasileira de Letras. É um dos maiores esccritores vivos do Brasil. Mas foi uma surpresa, porque ‘‘Dinho’’, seu apelido, sempre foi rebelde. Agora, notícias informam que o londrinense, mesmo mantendo a candidatura, protestou. Considera absurdo o critério: o intelectual tem que se candidatar e procurar os membros da ABL, fazendo campanha. Não ganha se for o melhor, mas se souber fazer mais política.
A reclamação é justa e ‘‘Dinho’’ está em ótima companhia. Monteiro Lobato, um dos maiores escritores da História criticava isto e jamais foi da ABL. É imortal, como Domingos Pellegrini também!

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