Praça
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de janeiro de 2004
Estélio Feldman 
Onde estão as uvas?
Nos anos anteriores, desde dezembro, Londrina vivia uma verdadeira festa da uva. Havia, mesmo, festa em patrimônios e a Praça Marechal Floriano Peixoto, a nossa Praça das Bandeiras, ficava cheia de barracas. Este ano, a situação é diferente. Caiu a produção, dizem. Ainda há, mas não tanto, não tão boa, não tão atrativa.
Não basta lamentar a situação. Estamos numa era nova, não precisamos lembrar o tempo da vocação agrícola, mas é certo que é válido aproveitar bem o que se tem. Temos terra, temos produtores, podemos incentivá-los (inclusive com as vendas diretas nas nossas feiras). O que é preciso é analisar o assunto e investir nisto. Nossas uvas são boas, nossos produtores são bons. Vamos ver (e comprar) de novo as uvas na nossa Praça.
E cadê nossa Praça
Um problema adicional é que a nossa Praça também está muito mal. Os camelôs foram embora e a Praça está, informam, sendo revitalizada. Mas está demorando. O trabalho precisa ser feito com rapidez. O centro da cidade deveria ser prioritário. Verão, vestibular, gente e uma Praça em obras. Faltou alguma coisa no planejamento a respeito. Muito ruim.
Revista
Bonita, bem feita, propaganda distribiuda adequadamente, textos bons. A revista ''Realize Magazine'', publicada pelo Instituto Realize, em parceria com WMS Editora, Assessoria e Marketing e Midiograf Gráfica e Editora, é prova viva de que Londrina tem plena capacidade para um tipo de empreendimento de tal porte. A revista tem circulação dirigida, é distribuida gratuitamente e se baseia, certamente, na publicidade. Mostra, porém, muitas outras possibilidades, abre caminhos.
Comentários sobre o vestibular indicam que jornalismo é hoje opção de muitos. Preocupam-se muitos: não tem jornal para tanta gente. Tem. Tem revista, como o ''Realize Magazine'', tem campo. Criatividade, vontade, Londrina merece.
Indo embora
Em contrapartida, as pessoas continuam a ir embora. Houve uma época que Londrina recebia gente. Cresceu, tornou-se um símbolo. Depois, mudou. Os daqui começaram a ir para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Tocantins, Acre. A cidade parou. As pessoas continuam a ir embora. Saem daqui até para a praia. O jornalista Lélio César, em entrevista ao Nelito, na TV a cabo, disse que Londrina deve ter mesmo os atuais habitantes. Senão estraga. Mas é triste ver a cidade parada e as pessoas indo embora.


