Praça
Gente que faz
1) João Milanez
Por uma questão de justiça, esta série, anunciada para tentar ser uma das homenagens à nossa Londrina, nestes seus 70 anos, começa com João Milanez. Na verdade, ele fez, faz, continua fazendo.
Hoje, pelos 80 anos (ele não confirma, é um de seus mistérios), João Milanez mostra a mesma garra dos 20 e poucos, quando chegou aqui. Veio para ganhar a vida, o que era natural, como tantos milhares. Vendeu títulos de capitalização, iniciou um jornal. Carregava o jornal nas costas, pela lama, pelo barro, pela poeira. E carregava Londrina no coração.
Cresceu com Londrina, cresceu com o jornal. Não há algo importante em Londrina, nestes 60 anos, que não tenha tido a participação de João Milanez. Lutou pelos cursos superiores, pela Universidade, pelas melhorias, por tudo. No Exterior (esteve em mais de 150 países, a maioria convidado, inclusive pelo Departamento de Estado dos EUA), levava sempre Londrina e a ''Folha'', seu passaporte. Sua frase, básico: ''Eu me integro, mas não me entrego''.
Hoje, continua a ser isto, o que poderia lhe valer, até, um novo título: Embaixador de Londrina.
Vestibular
Mais de 30 mil jovens ainda lutam para conseguir uma vaga no competitivo vestibular da UEL. A batalha vale. A maioria não passa, mas não pode nem deve desanimar.
Tem muitos felizes com o vestibular: lucros, movimento. Tem quem reclama, especialmente do barulho e da animação. São jovens, brulhentos, vivos. Valem. Não são só dinheiro, representam o nosso futuro. Lutem, continuem, se integrem. Como diria o partido agora no poder, ''sem medo de ser feliz''.
Emprego
Milhares concorreram no concurso da Polícia Rodoviária, em todo o País. Exigia curso médio, muitos com grau superior concorreram. Por quê? Falta de emprego, falta de esperança. O Brasil está falhando nisto, Londrina (que é o Brasil, também) idem. Emprego é mais do que garantia, é esperança. É melhor do que ''fome zero'', do que esmola, do que favor. O Brasil precisa pensar nisto. Londrina pode pensar nisto. Mais empregos, mais gente ganhando e tendo esperança. Comer é vital, mas poder fazê-lo com os próprios meios representa a verdadeira dignidade do ser humano.
É necessário investir nisto, com coragem e força. Vale a pena.





