O nosso imortal
Londrina está em campanha para levar Domingos Pellegrini Junior para a Academia Brasileira de Letras. Nada mais justo. Domingos é, hoje, sem dúvida, um dos maiores escritores vivos do País. Com mérito. Desde jovem, aluno da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Londrina, ele deixava clara a vocação para isto. Foi jornalista, porque na época e talvez até hoje ser só escritor no Brasil era quase impossível. Trabalhou na ''Folha'' mas a grande vocação falou mais alto. Foi embora, lutou pelo que queria. Não dá para imaginar todas as dificuldades.
Mas o talento venceu. Impos-se. Lançou livros, firmou-se, ganhou respeito e reconhecimento. Premiado e reconhecido, Domingos é, hoje, para o Norte do Paraná, o que Jorge Amado foi para a Bahia. Resgata para o Brasil páginas vibrantes e valiosas.
Nossa Academia Brasileira de Letras perdeu alguns grandes e fabulosos nomes nos últimos tempos. A grande Raquel de Queiroz, o já citado Jorge Amado, o fabuloso Dias Gomes. Com Domingos Pellegrini, inegavelmente, vai se enriquecer.
Todos à campanha, mais uma neste ano em que Londrina comemora seus 70 anos..

Lei é lei
Um leitor, aposentado, esteve aqui esta semana para comentar a notícia sobre a decisão que permite que os pós-graduandos também possam pagar meia entrada nos cinemas. Ele elogiou a medida mas se preocupou com a informação, publicada na edição de quarta-feira, de que a gerente dos cinemas do Catuaí informou que, na questão dos idosos e aposentados, ela estabeleceu que só os aposentados com mais de 60 anos tem tal direito.
O leitor, que tem menos de 60, que se aposentou legalmente tendo trabalhado em serviço de risco a vida toda, que gosta de cinema, mostrou perplexidade porque, afinal, pelo que se sabe, quem faz a lei é o Poder Legislativo e não um gerente de cinema. E a Lei Municipal, aprovada há 10 anos, criada pela então vereadora Lygia Puppato, estabelece meio-ingresso para aposentados de qualquer idade e pessoas com mais de 60 anos.
Felizmente, já foi o tempo em que ditadores diziam ''a lei, ora a lei''. Há uma evolução marcante no sentido da cidadania. A gerente dos cinemas do Catuaí precisa se adequar a isto. E talvez pensar que os magníficos sete cinemas que existem ali não vivem atulhados. Melhor uma poltrona com meia entrada do que um montão de cadeiras vazias.

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