Praça
Violência 2004
Chega a ser desnecessário lembrar que alguém que pense que, porque o calendário humano mudou, as coisas se alterariam também, a violência acabaria, a vida seria diferente. A violência continuou, tivemos neste primeiros dias do ano uma quota maior de crimes e as pessoas já dizem que 2004 vai ser pior que 2003. É possível, até porque também não mudou a postura generalizada. O cidadão está cada vez mais acomodado, fatalista. Percebe o que ocorre em outras cidades e dá de ombros, entendendo que atualmente as coisas ruins são facilmente imitadas.
Nesta mudança, o que realmente precisa acontecer é uma alteração de postura. Londrina é a segunda cidade do Estado. Governos anteriores não lhe deram a devida importância. Temos que levantar a voz, reclamar, insistir. Segurança é questão do governo do Estado. Londrina merece atendimento nesta área. Também o município pode fazer muito na área social. Não assistencialismo, mas ação visando melhorar a qualidade de vida de nossa gente. E todos nós podemos, sem dúvida, lutar para melhorar, inclusive usando o nosso voto, que será mais uma vez chamado neste 2004.
Voto
Mal informados e totalitários questionam o voto. No tempo da ditadura, o então ministro Delfim Neto dizia que eleições eram inflacionárias. Mas quem mudou a História, no Brasil, no tempo da ditadura foi o voto, foi o povo. É preciso lembrar. E, quem sabe, repetir!
Quando aconteceu o golpe, em 1964, havia restrições mundiais a isto. A ditadura brasileira tentou, então, fazer coisas para dar a impressão de que era democrática. Inventou dois partidos: a Arena, que tinha tudo; e o MDB, que era a coragem de poucos. Em Londrina, na Câmara de depois do golpe, havia só um vereador do MDB.
Pelo voto, no Brasil inteiro, o cidadão foi mudando a situação. A ditadura não desistia. Inventava coisas, o povo as derrotava, votando. Em 1974, o massacre popular, o MDB crescia. A ditadura abriu campo para outros partidos, tentou, foi derrotada para a presidência em seu jogo. O povo ganhou. A ditadura se foi.
Os percalços que houve depois vale lembrar também. Morreu Tancredo Neves que, conseguiu encarnar a esperança. Morreu Ulysses Guimarães, um dos mais corajosos brasileiros. Veio Sarney, a inflação, Collor. Até por isto passamos. E, agora, vamos de novo, com nosso voto, escrever mais um recado positivo na vida brasileira.





