Praça
Faltam cinemas
Volte ao tema, pediu o sr. Orlando, depois de ler a matéria sobre os novos cinemas do Catuai. ''Faltam cinemas em Londrina'', insistiu o leitor, contando que viu, na quinta-feira, no Telecine Premium, os lançamentos da semana. ''Veremos aqui um ou dois. Os outros, ou virão atrasados ou só será possível ver em video'', lamenta o leitor, lembrando que, no passado, as coisas eram bem diferentes. ''Vi, no Ouro Verde, pelo fim dos anos 50, filme que sequer chegou a ser exibido em São Paulo. E no Londrina cheguei a ver um daqueles famosos 70 milímetros antes que fosse exibido no República''. O sr. Orlando explica: ''O República, de São Paulo, que inaugurou um telão com o Festival, apresentava um filme por semana. O Londrina os apresentou em sequência, um por dia. Vi a película da garota do trapézio, aquela que matou o construtor do Empire State (fato real) no Londrina, antes de passar em São Paulo''.
Pois é, o Londrina não existe mais. O ''cinemão'' que mostrava às vezes, 3 filmes numa só noite, que tinha estréias quase todos os dias, se foi. O Ouro Verde ainda existe, mas não se sabe quando apresentará filmes de novo.
O Papa no cinema
Por falar em cinema, é bom saber que até o Papa gosta de um bom filme. A agência Folha divulgou, quinta-feira, que o papa João Paulo II assistiu ao polêmico filme ''The Passion' (A Paixão), do ator e cineasta Mel Gibson, que narra as 12 últimas horas da vida de Jesus Cristo, e ficou sensibilizado pelo filme. Segundo o Vaticano, o papa viu o filme com o arcebispo polonês Stanislaw Dziwisz, seu secretário particular.
O papa teria dito ao companheiro, depois de ver o filme, que ''é como foi', ou seja, que João Paulo II considerava o filme um autêntico retrato das últimas horas de Jesus Cristo.
O filme adota a versão de que foram os judeus os responsáveis pela crucificação de Cristo. Entidades judaicas dos EUA criticaram o filme porque temem que ele desencadeie uma onda de anti-semitismo. Mas grupos cristãos, além de estudiosos da Bíblia, defenderam o filme, dizendo que ele se baseia nos relatos da crucificação escritos no Novo Testamento.
O filme, que deve ser lançado na Quarta-Feira de Cinzas do ano que vem (25 de fevereiro), foi mostrado a poucas autoridades católicas em diversas sessões privadas nas últimas semanas. O papa assistiu ao filme em um vídeo em sua casa, afirmou a fonte.
O filme é todo falado em aramaico, hebraico e latim.





