PRAÇA
Polícia municipal
Segundo a lei do desarmamento, aprovada pelo Congresso, Londrina pode ter sua guarda municipal armada, a exemplo do que ocorre em vários grandes municípios. Naturalmente isto remente a uma imensa série de questões, a começar pelo fato em si de que segurança é algo que deve ser provido pelo governo estadual. Ocorre que o Estado, sabe-se, não tem recursos suficientes.
Uma alternativa seria, sem dúvida, o repasse puro e simples dos meios, por parte do município. Mas há também quem defenda a outra escolha, a de uma polícia municipal, armada, servindo com auxiliar para a segurança da população.
O debate é importante, inclusive porque há o projeto de se levar toda a lei do desarmamento a um plebiscito, começando com a questão mais séria, relativa à posse de armas. O Brasil perdeu mais gente por cauusa de armas de fogo do que os EUA perdera homens no Vietnã. Armas são perigosas. Mas os marginais se preocupam com a lei?
Usar homens da comunidade para ajudar na segurança pode ser uma escolha no meio a tantos problemas. Como tudo, porém, precisa ser algo muito discutido pelo própria coletividade, a maior interessada.
Cena de rua
Ele nem percebeu que estava sendo visto. O cidadão que ''guarda'' os carros na Rio de Janeiro, diante do Bosque, depois que termina o horário da Zona Azul, saiu da Galeria com um pão e um refrigerante. E deu de frente com o catador de papéis que subia a rua, com o carrinho e dois filhos. O rapaz, que não é muito apreciado, pegou o pão, dividiu-o e deu a metade para o catador. Este por sua vez, dividu o que recebeu com as crianças. Foi uma cena rápida, quase sem testemunhas. O ''guardador'' seguiu seu caminho, comendo seu pão, tomando o refrigerante, enquanto a senhora que viu tudo dizia atônita: deve ser o espírito de Natal. A gente não sabe o que é, mas é certo que a cena toda, quase sem testemnhas, provocou muitos (e elevados) pensamentos.
Iluminação
Já houve tempo em que Londrina foi muito iluminada nesta época. Agora, não é bem assim. Dependemos mesmo é da antiga iluminação pública. E, é imperioso informar, trata-se de algo que não anda muito bem. Comerciantes do Calçadão, que tentam recuperar um pouco dos prejuízos neste final de ano, reclamam. Faltam luzes no Calçadão. Algo que reclama cuidados da cidade que já esteve tão bonita em épocas similares.





