Secretaria garante verba para lei que beneficia diabético

Aprovado nesta semana na Câmara Municipal, o projeto de Lei 92/2003 ainda depende da sanção do prefeito Nedson Micheleti (PT) para ser posto em prática. Mesmo assim, ele já tem condições financeiras de ser posto em prática de imediato pelo menos é o que garante o diretor de serviços especiais de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Sérgio Canavesi. O novo projeto, que altera dois artigos de uma lei do ano passado, prevê a distribuição de remédios e suprimentos para os portadores de diabetes cadastrados no Programa Saúde do Diabético.
''Com certeza a secretaria terá condições de fazer valer a lei, dentro dos critérios respeitados'', afirmou o diretor, segundo o qual existem hoje em Londrina 2,5 mil diabéticos cadastrados no Programa. ''As mudanças na lei eram necessárias, pois alguns aspectos eram considerados contraditórios. Antes, por exemplo, determinava-se que fosse distribuído adoçante, quando esse não é um item essencial'', alegou. ''Não adianta ser muito abrangente se os recursos estão limitados por um orçamento pré-definido'', apontou, lembrando que, mensalmente, são gastos aproximadamente R$ 70 mil com a distribuição de todos os itens do pacote.
O projeto de lei teve assessoria técnica da Associação dos Diabéticos de Londrina e da organização não-governamental (Ong) Diabéticos Não-Anônimos (DNA). ''A lei estava muito generalista, precisava ser mudada. Um exemplo: não basta garantir insulina gratuita, sendo que há diversos tipos, para diferentes casos de pacientes'', comentou Ricardo da Silva, da DNA. Canavesi concorda: ''Não adianta ser muito abrangente se os recursos estão limitados por um orçamento pré-definido''.
Conforme dados de 2001 da Secretaria, cerca de 7,6% da população adulta de Londrina convive com a doença e a tem como quinta principal causa de morte após os 40 anos.

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