PRAÇA
Esquina perigosa
Em tom de crítica, o senhor Álvaro comentou que ''a coluna comenta muito, inclusive ontem, os semáforos, e dá a impressão de abordar o trânsito. Mas esquece os pedestres''. O leitor cita especificamente uma esquina que, para ele, é das mais perigosas: a da confluência entre as ruas Professor João Cândido e Goiás.
''Estou me mudando adicionou mas cada dia em que tinha de subir pela João Cândido e atravessar a Goiás era um sufoco''. O senhor Álvaro explica que quando o semáforo está fechado para os veículos na Goiás, os carros que sobem a João Cândido fazem a conversão. ''Quem vai atravessar, sofre. Quanto a mim, fiquei verdadeiramente estressado no período em que tive de fazer o percurso quase todos os dias''.
A Praça tem manifestado permanente preocupação com a situação dos pedestres, já havendo inclusive comentado precisamente aquela e outras esquinas em que o perigo parece maior. E pretende continuar reclamando das autoridades responsáveis a atenção para oferecer, em toda a cidade, mais segurança para quem anda a pé. Vale sempre repetir o que já foi observado aqui: todos, em algum momento, acabam pedestres!
Favelização
A população favelada no mundo duplicará em um prazo de três décadas, para chegar a dois bilhões de habitantes em 2030 (atualmente é de um bilhão), indica um informe da Organização das Nações Unidas divulgado esta semana, em Genebra.
Nos últimos dez anos, o número de favelados aumentou 36% no mundo. Em razão do êxodo rural, 43% da população urbana dos países em desenvolvimento vive hoje nessas favelas, comparando com os 6% nos países desenvolvidos, segundo o Programa das Nações Unidas para os Estabelecimentos Humanos (ONU-Habitat).
A ONU estima que em 2050 a população mundial contará com nove bilhões de habitantes, seis bilhões dos quais viverão em cidades. Se não forem adotadas medidas radicais, 3,5 bilhões em bairros insalubres, com moradias precárias, sem serviços de eletricidade nem água potável.
O principal autor do informe, Naizon Mutizwa-Mangiza, assinala que o mundo se encontra diante de uma verdadeira ''bomba-relógio'', um desafio a ser enfrentado, com toda a diligência possível. E recorda que as favelas representam um terreno fértil para a criminalidade e para as doenças.





