PRAÇA
Semáforos
Curioso como o ser humano se adapta rapidamente às coisas, em especial quando as novidades são interessantes. Quando surgiu, nos cruzamentos, o semáforo de ciclo contínuo, aquele de muitas luzes verdes e vermelhas, teve quem estranhou. Mas, logo as pessoas se habituaram e a maioria gostou. Pelo menos é o que se percebe diante do número de motoristas que reclama dos semáforos tradicionais, que ainda existem em muitos cruzamentos. ''Com o novo semáforo disse um a gente tem idéia do tempo que vai levar para abriu ou fechar. Com o outro, é uma incógnita''. Até sugeriram um cruzamento para o tal semáforo, o da rotatória no cruzamento da JK com Higienópolis. Não sei se aquela confluência comporta um semáforo desses. Enfim, fica a sugestão.
A propósito dos semáforos, há uma outra queixa: multiplicaram-se os sinais pelas esquinas centrais da cidade. Há alguns anos, a Praça pediu a instalação de alguns semáforos, recebendo até a crítica de alguns motoristas. Nos últimos tempos, o assunto ficou meio que esquecido. Os responsáveis pelo trânsito, porém, entenderam que outros sinais eram necessários. Se vão tornar menos perigoso o trânsito, ótimo.
Desmatamento e fome
O desmatamento das regiões tropicais avança em ritmo inquietante. Para contê-lo, é preciso tempo e dinheiro, segundo especialistas reunidos no 12º Congresso Florestal Mundial que se realizou na cidade de Quebec, no Canadá.
Desde o começo dos anos 90, a floresta tropical desaparece ao ritmo de 12,3 milhões de hectares por ano. O desmatamento de novas terras para dar de comer a uma população cada vez maior é a causa principal.
''A pobreza dos agricultores os obriga a desmatar mais terras, já que não têm como adquirir as sementes que lhes permitem produzir mais em menos espaço; e essa pobreza é gerada também pela incapacidade desses agricultores de venderem sua produção'', destacou o especialista Jean-Paul Lanly.
''Num continente como a África, onde 99% das pessoas vivem da agricultura, esse processo é muito destrutivo'' para a selva, aponta o diretor para a África Central do escritório da União Mundial Para a Natureza. Segundo o diretor-geral da FAO o desmatamento vai prosseguir nos países em desenvolvimento enquanto o crescimento econômico desses países não permita lutar realmente contra a pobreza, em regiões onde 840 milhões de pessoas passam fome.





