PRAÇA
Chegaremos aos 200?
Londrina fecha o nono mês do ano com um total de 160 homicídios. Usando apenas os números, é possível antecipar que o total, ao final deste ano, chegará aos 200. Afinal, são pouco mais de 17 por mês, o que pode levar o número a cerca de 210 no fim do ano.
Naturalmente, estatísticas, neste caso, não são confiáveis. Trata-se de casos humanos e não de questões numéricas. E embora se possa dar alguma razão à autoridade policial, que afirma ser impossível evitar os homicídios, é certo que algum tipo de ação mais concreta precisa ser adotada para mudar um quadro de insegurança como este que se vive em Londrina.
Não é possível, a curto prazo, resolver os problemas de desigualdades sociais, nem se vislumbram modos de conter a criminalidade decorrente, entre tantas outras coisas, do tráfico de drogas. Entretanto, é inegável que a sociedade como um todo está em seu direito ao reclamar uma ação mais eficaz dos órgãos de segurança, notadamente no esforço para prevenção do crime. Uma vez mais vale insistir na questão, sabendo-se que a simples presença de policiais pelas ruas, a pé ou em viaturas, reduz a violência, dá mais segurança. Londrina precisa reverter este quadro e evitar que atinjamos a marca dos 200 homicídios, parece algo possível.
Obesidade infantil
Com o aumento de peso das crianças americanas, as gigantes companhias de alimentação agora prometem oferecer uma alternativa mais saudável a seus produtos cheios de açúcar e gordura, muito populares entre os estudantes.
Na semana passada, a fabricante de batatas fritas Frito-Lay lançou uma campanha de publicidade, dando destaque à ausência de ácidos graxos do tipo ''trans'' em seus novos produtos, o que afirma que ''ajudará os consumidores a fazer escolhas de alimentação mais informadas e saudáveis''.
A líder industrial Kraft Foods promoteu reduzir o número de calorias e o tamanho de seus produtos, como biscoitos, salsichas e pizzas, enquanto a rede de restaurantes McDonald's lançou novas saladas.
No entanto, estes esforços não convencem os críticos da ''junk food'', que apontam para a obesidade crescente das crianças nos Estados Unidos. Cerca de 15% dos americanos entre 6 e 19 anos estavam acima do peso no ano 2000, em comparação com 5%, em 1980. ''Na última década, as crianças aumentaram a ingestão de calorias de 150 para 200'', alertou Barry Popkin, professor da Universidade da Carolina do Norte.





