Vida sem carro
Esta semana, em muitas cidades do Brasil e do mundo, repetiu-se a promoção ''dia sem carro'' em que as pessoas são convidadas a deixar os veículos particulares na garagem, usando transporte alternativo. Os promotores falaram em sucesso. Mas trata-se de uma iniciativa sem futuro. Deixar o carro em casa, um dia, é fácil. Transformar isto em uma atitude diária é diferente.
E o que se observa é que a falta de uma profunda mudança de mentalidade em torno do uso do transporte individual está tornando a vida impossível em grandes e até em médias cidades. Londrina é um exemplo. As ruas estreitas ficam congestionadas nos chamados horários de pico.
É preciso mais, muito mais. A começar, naturalmente, por uma política concreta para a melhoria e desenvolvimento do transporte coletivo. No momento, o debate maior, em muitos municípios, é a respeito do preço da tarifa. Mas há também discussões sobre a qualidade do serviço ofertado. Sem uma profunda análise de todas as questões envolvidas e a vontade de enfrentar o desafio, os ''dias sem carro'' vão continuar a ser, apenas, mais uma curiosidade, sem consequências.

Câncer de útero
Pesquisadores americanos apresentaram os resultados satisfatórios de uma vacina contra um vírus que provoca o câncer de colo de útero, dentro do Congresso Mundial de Doenças Infecciosas realizada em Chicago.
O estudo sobre a vacina desenvolvida pelo grupo Glaxo SmithKline mostrou uma eficácia de 100% contra o vírus do papiloma humano (HPV), igualando os resultados de uma vacina elaborada pelo grupo Merck e revelados no ano passado. O autor desta nova pesquisa, doutor John Schiller, recomenda a vacinação de todas as adolescentes para que fiquem imunes a este vírus transmitido sexualmente.
''Considerando que aparecem mais de 500.000 casos de câncer de colo de útero por ano no mundo, a vacina poderia reduzir 70% desses diagnósticos'', declarou o doutor Schiller, do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.
A vacina pode estar no mercado em um período de três a cinco anos.
Outros especialistas reunidos no congresso de doenças infecciosas destacaram os programas de vacinação em curso, contra a varíola nos Estados Unidos, a pólio nos países pobres e a gripe nos países industrializados.

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