PRAÇA
Trabalhar e pedir
Muito irritado, o senhor Oscar procurou a Praça para comentar sobre uma situação que ele vem observando: ''Catar papéis ou guardar carros é um tipo de atividade tão nobre quanto qualquer outra. Neste tempo difícil para conseguir trabalho, qualquer serviço é digno''. Feito o intróito, o leitor faz a ressalva:
''Acontece que existem algumas pessoas que resolvem fazer um ''extra'' na sua atividade, pedindo esmolas. Isto é comum, principalmente entre catadores de papel que levam crianças para ajudar. O cidadão passa e a criança vem pedindo 'uma moeda', com a maior naturalidade''.
Para o senhor Oscar, a presença de menores junto com maiores no trabalho de catar papel já é discutivel. Mas a prática de pedir é, enfatiza, ''inconcebivel''.
''A gente sabe que é possível ganhar muito mais esmolando que trabalhando. Entretanto, isto é inaceitável, em qualquer circunstância'', afirma, completando com uma advertência: ''Pior é que alguns dos pedintes são adultos, especialmente os 'guarda-carros' que, em certos casos, agem de modo meio violento, ameaçando quem não lhes dá o 'ajutório'. Estamos diante de casos que devem merecer até a atenção da polícia''.
Casamento e saúde
Há muito tempo se sabe dos efeitos benéficos do casamento na saúde dos homens. Agora, um novo estudo indica que o mesmo acontece com as mulheres.
Realizado com mulheres de meia idade durante um período de 13 anos, o estudo feito por pesquisadores das universidades de Pittsburgh e San Diego State mostrou que mulheres casadas são menos propensas que as solteiras a desenvolver as condições que causam doenças cardíacas.
A advertência incluída na pesquisa, publicada na edição de setembro de Health Psychology, revista da Associação Psicológica Americana, é que o casamento em questão deve ser ''feliz''.
Feita a ressalva, o estudo destacou que as mulheres bem casadas são menos propensas à depressão, à ansiedade ou ao estresse que as mulheres solteiras, divorciadas, viúvas ou com casamentos infelizes.
''A moral da história é: é melhor ser feliz no seu casamento. Ninguém deveria se surpeender com isso'', disse Karen Matthews, psicóloga da saúde da Universidade de Pittsburgh e uma das autoras do estudo. ''O que é interessante é o impacto (do casamento feliz) em nossa saúde'', explica Karen.





