Propaganda na TV
A reclamação de um leitor em relação à publicidade existente na rede de TV a cabo levou o senhor Nelson a buscar a Praça para falar sobre a propaganda na televisão aberta. ''De fato, como foi observado, a publicidade nas emissoras de TV abertas é natural, até porque o espectador nada paga para ter o sinal delas em sua casa'', disse, lembrando inclusive a legislação que existe a respeito dos horários de intervalo. ''Mas'' assinala ''é preciso reclamar sobre a chamada propaganda que existe não só nas novelas mas durante muitos programas. O apresentador pára com uma entrevista ou apresentação para falar de tal ou qual produto, que não está conforme com a legislação. Nas novelas, então, nem se fala. O tal de 'merchadising' tomou conta e o espectador acaba 'aprendendo' a entrar em tal ou qual banco, acompanha a compra de presentes em determinadas lojas, enfim é induzido de todas as maneiras a usar isto ou aquilo''.
Tem razão o leitor. Seria possível até considerar este tipo de atitude aquilo que se chama de ''propaganda subliminar'', o que é proibido em muitos países. Poderia merecer uma ação direta do Conar, conselho que trata da questão.

Envelhecimento da população
A população da América Latina está envelhecendo, o que afeta os sistemas de previdência social, que precisam ser reformados para continuarem viáveis. Segundo um informe da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), a idade média dos latino-americanos passará de 28 para 40 anos até 2050. Neste mesmo período, a população de mais de 60 anos triplicará. Os que têm menos de 15 anos, que representam agora 30% do total da população, passarão a menos de 20%.
''Estas mudanças demográficas estão acontecendo mais rápido que na Europa, (...) continente conhecido por seu alto nível de envelhecimento'', diz o comunicado divulgado durante os preparativos para a Conferência Intergovernamental sobre Envelhecimento, que se realizará na sede da Cepal, em Santiago, de 19 a 21 de novembro.
Este envelhecimento ''aparece num momento em que os países latino-americanos ainda não conseguiram acabar com a pobreza e não possuem um desenvolvimento institucional suficiente'', acrescenta o documento. Segundo José Miguel Guzmán, da divisão de População da Cepal, as causas do envelhecimento da América Latina são o aumento da esperança de vida e ''uma uniformização crescente da fecundidade''.

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