Violência banalizada
Londrina vive um momento muito angustiante, com a sucessão de homícidios se tornando algo quase banal. O registro jornalístico apenas enumera ''mais dois assassinatos no final de semana'', dentro de uma quase rotina que apavora a todos. Crimes que se repetem e que, na maioria, tem uma coisa em comum: as vítimas têm sido mortas a tiros.
Discute-se muito, e há anos, a questão das armas, no Brasil. Há esforços para proibir a venda de armas de fogo e também uma exigência cada vez maior para quem busque obter o porte de armas. Por mais correta que possa ser a postura dos que querem proibir a venda e dificultar o porte, vale uma pergunta: alguém já teve conhecimento da história de algum marginal ou traficante que tenha ido a uma loja de armas, adquirir alguma delas? Ou há algum registro de bandido que foi pedir porte de armas, na delegacia?
As leis restritivas vão, apenas, tirar as armas dos cidadãos, que aliás quase não as compram mais. Para enfrentar este tipo de violência que Londrina (e o Brasil) enfrentam será preciso, sem dúvida, muito mais do que isto.

Medalhas
Londrina conquistou um bocado das 122 medalhas que o Brasil obteve no Pan recentemente encerrado. Veio ouro, com a GRD e com Rogério Romero, além de muito bronze. Não são muitas cidades do País que podem contar com tantos heróis esportivos.
A propósito, uma curiosidade: por que será que as emissoras de TV falam tanto de Gustavo Borges (que só ganhou um ouro em revezamento) e quase esquecem Rogério Romero? Sem dúvida, Gustavo Borges tem uma bela história, com 19 medalhas no Pan. Mas a saga do londrinense Rogério Romero é, no mínimo, tão valiosa. Enfim, vamos nós por aqui elogiar e rememorar os nossos heróis, dando-lhes o mérito que merecem e agradecendo pela alegria que proporcionaram.
E podem escrever: dentro de 4 anos, no Brasil, haverá muito mais a festejar, inclusive com mais londrinenses nos pódios da América.

Calçadão
Leitores contam que o trabalho de revitalização do Calçadão vai indo bem e que é possível observar melhorias nos locais já reformados. É bom, mas é importante insistir em que muito mais precisará ser feito para que o Calçadão volte a ser o que era, como parte até de um amplo projeto para revitalizar todo o centro da cidade.

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