PRAÇA
Tradição nas piscinas
Ver Rogério Romero brilhar no Pan-americano e trazer outra medalha de ouro para o Brasil foi fantástico. O atleta, com 33 anos, mostrou outra vez a força, a garra, o valor de um londrinense que faz história. E deixou evidente que é um legítimo herdeiro da tradição de Londrina que, antes mesmo dele nascer, quando era ainda uma cidade distante, do interior do Paraná, já fazia sucesso nas piscinas.
Nos anos 50 e 60, Londrina deu ao Brasil alguns nomes de destaque para a natação. Foi a época do técnico Luiz Jorge Moreira que descobriu e burilou muitos talentos. Sua filha Lilian Moreira e a fantástica Glória Funaro brilharam, levaram o nome de Londrina e do Brasil a muitas piscinas do mundo. E não se pode esquecer, também, nesta relação de londrinenses que brilharam o nome de Rosa Maikuma. Jovens brilhates que se destacaram com vontade e coragem.
A tradição continua com Rogério Romero e com muitos nomes novos que estão surgindo e que orgulham Londrina e encantam os brasileiros. Ver o londrinense brilhar nas piscinas, acompanhá-lo no ponto mais alto do pódio emociona e restaura a confiança no presente e no futuro de nosso esporte.
Degelo do Ártico
O gelo do Ártico estará completamente derretido dentro de 100 anos pelo efeito do aquecimento atmosférico causado pelas emissões de dióxido de carbono (CO2), segundo os resultados de uma pesquisa internacional publicados esta semana. ''Desde 1978, a camada de gelo diminuiu entre 3 e 4% por década. Na mudança de século, não restará gelo no Polo Norte no verão'', declarou Olaf Johannessen, professor do Instituto de Pesquisas Nansen (NERSC) de Bergen, co-autor do informe ''Mudanças climáticas do Ártico''.
''Se as emissões de CO2 continuarem se acelerando, pode ser que isto aconteça antes, mas se diminuírem, isso retardará o processo'', acrescentou.
Segundo o professor Johannessen, se a camada de gelo se derreter completamente, isso provocará uma chegada de água fria que reduzirá muito os fluxos marinhos como o Gulf Stream, com muitas consequências no clima e no ecossistema.
''Contrariamente a uma idéia muito difundida, o degelo não significará um aumento do nível dos oceanos'', assegurou. ''Porque ao derreter o gelo que já está na água, não será acrescida nenhuma massa. Somente as precipitações, o caudal dos rios e a fundição dos glaciares podem fazer subir as águas'', explicou.





