Apenas doar
A nota publicada aqui, na semana passada, a respeito do McDia Feliz foi alvo de críticas. Só para relembrar, foi destacado que aquela promoção é interessante porque dá uma retribuição direta: toda receita das vendas do sanduiche BigMac, no dia 16 de agosto, reverte para os hospitais de câncer do País. Foi feito o comentário que era uma boa: a pessoa comia e ao mesmo tempo doava.
Alguns leitores constestaram, afirmando que a idéia da doação não deve exigir retribuição. A sra. Cássia disse que ''doar é uma atitude cristã'', não reclamando nada em troca. Não há dúvidas que a leitora, como os que fizeram eco à crítica estão certos. Entretanto, é fora de dúvida que sempre se procura um tipo de motivação para estimular a doação. Quem está participando da promoção ''Criança esperança'' é movido pela campanha que a Rede Globo realiza.
Sem dúvida, uma campanha valiosa e meritória. É bonito ver que já existe um espaço para as crianças, em Olinda, fruto da campanha da Globo e da Unicef. Mas, e quanto às nossas crianças, sem esperança, de Londrina e de nossa região? Vão ter de esperar que alguém se lembre delas.

Gel contra a Aids
Um gel contra o vírus da Aids, 100% eficaz nas cobaias, será agora testado em seres humanos, anunciou na semana passada uma empresa australiana.
A Starpharma conseguiu do Governo americano autorização para testar o VivaGel em mulheres. A experiência se desenvolverá na Austrália nos próximos três meses.
O diretor executivo da Starpharma, John Raff, informou que esse gel contém proteínas que impedem o vírus HIV de entrar em contato com as células sãs e infectá-las.
Raff explicou que esse produto, que as mulheres devem introduzir na vagina antes de uma relação sexual, pode representar um avanço decisivo na prevenção da Aids, principalmente nos países pobres.
''Há uns 42 milhões de pessoas afetadas pelo HIV no mundo e esse número deverá duplicar em dez anos'', destacou Raff.
Outro dirigente da empresa farmacêutica explicou que o gel permitirá às mulheres se protegerem independente da aceitação ou não de seus parceiros em usar a 'camisinha'.
Entretanto, admitiu que serão necessários pelo menos quatro anos para que VivaGel esteja disponível no mercado.

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