Aleitamento materno
A preocupação com o aleitamento materno tem aumentado bastante nos últimos tempos. Houve uma época em que mulheres não queriam amamentar os filhos por questões estéticas. Num passado ainda mais distante, havia famílias ricas que tinham ''amas de leite'' para os filhos. Durante a escravidão, era comum que ''mães pretas'' amamentassem os filhos dos seus senhores.
Hoje, muita coisa mudou e há uma percepção cada vez maior sobre a importância do aleitamento materno, tanto para a criança como para a própria mãe. Os especialistas garantem inclusive que, com isto, se fortalece o vínculo entre mãe e filho, dando à criança bases para um relacionamento melhor com os outros pelo resto da vida.
A questão será abordada durante encontro para futuras mães, promovido pelo programa de Educação em Saúde do Ipe de Londrina. O encontro terá a coordenação da pediatra Maria Aparecida Azevedo e objetiva esclarecer dúvidas sobre o assunto. Será realizado hoje, no auditório do Ipe Saúde de Londrina, com início às 14h30 e com entrada grátis. O Ipe Saúde se localiza na rua Senador Souza Naves, esquina com rua Pará.


Depressão e genética
Um único gene pode ser capaz de explicar a diferença nas reações das pessoas frente a uma determinada situação difícil da vida que, em alguns, pode provocar uma simples tristeza e em outros, a depressão, revela um estudo publicado pela revista Science.
A equipe médica de psicólogos e geneticistas que chegou a esta conclusão observou um grupo representativo de 847 neozelandeses nascidos na década de 70, acompanhado-os desde o nascimento até a idade adulta. A equipe encontrou uma correlação entre a tendência a sofrer depressão e o gene que controla os níveis de serotonina, o 5-HTT.
A serotonina é um neurotransmissor encontrado no cérebro e seu gene vetor pode ter duas versões: ''curta'' ou ''comprida''.
O estudo mostrou que a versão curta torna a pessoa mais vulnerável ao estresse e a versão comprida garante uma proteção contra as sucessões de eventos indesejados.
Os pesquisadores também conseguiram determinar que as pessoas que possuem a versão curta do gene são duas vezes mais propensas à depressão do que as que têm o gene comprido.
Para os especialistas, é um novo campo que se abre no estudo da depressão.

mockup