As chuvas chegaram

Ainda bem que as tão reclamadas chuvas chegaram na noite de domingo, não atrapalhando assim o concerto de abertura do Festival de Música, no Zerão. Melhor do que aconteceu em Curitiba, com o temporal transformando o jogo de futebol em pólo aquático.
Mas a estiagem terminou com chuva que durou toda a segunda-feira. Bom para o centro, que terá ruas e bancos lavados. Ruim para quem mora na periferia, para quem enfrenta o barro, para quem sofre com as goteiras que parecem quase inevitáveis nas casas mais pobres e nos barracos. Ainda bem que não foram tão violentas quanto as que aconteceram na região metropolitana de Curitiba ou no oeste de Santa Catarina.
É preciso lembrar que a chuva traz, quase que inevitavelmente, o frio. Com este inverno quente que temos tido, as pessoas por vezes pensam que o frio não virá mais. Algumas lojas, inclusive, já estão fazendo liquidação de roupas de inverno. Acontece que, por aqui, o frio vem sempre. Pode não durar toda a estação, mas quando bate é forte. E vai fazer sofrer muita gente que não tem como comprar, nem mesmo nas liquidações.

Sofrimento que compensa

O torcedor do Londrina Esporte Clube está sofrendo. Domingo foi um sufoco. Enfrentando o lanterna da série B, o LEC conseguiu um magro 1x0 e seu goleiro teve de fazer milagres. Como, porém, o que importa é o resultado, o ‘‘Tubarão’’ já está entre os 8 primeiros e tem dado muita alegria ao torcedor. O time, que este ano está melhor que nas temporadas passadas, precisa e merece o apoio maior do torcedor. Temos agora um time aguerrido e lutador, alguns jogadores até já estão sendo reconhecidos pelo torcedor, existe um estádio muito bom, com capacidade para 30 a 40 mil pessoas. Só falta o torcedor começar a ir, encher o estádio, vibrar e, com isto, ajudar o time em sua campanha. Apesar da concorrência de Palmeiras e Botafogo, os preferidos da CBF para ganhar as vagas na primeira divisão, o ‘‘Tubarão’’ pode chegar lá. A gente tem de acreditar e de apoiar o time.

Tarifas dos coletivos

Um leitor que mora longe do centro resolveu procurar a Praça para comentar a questão das tarifas dos coletivos. Ele conta que usa um ônibus para ir trabalhar do outro lado da cidade, em relação ao local em que mora. ‘‘A gente pega o ônibus, pára no terminal, pega outro, paga uma tarifa só. Não acho tão caro, assim’’, diz ele. ‘‘Pior seria se não houvesse a integração’’, completa.
É uma opinião a ser considerada.

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