PRAÇA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de junho de 2003
Lucinéia Parra<BR>Equipe da Folha 
Infestação de insetos preocupa Saúde de Maringá
Maringá A Secretaria de Saúde de Maringá vem registrando um número cada vez maior de infestação de pragas urbanas principalmente nos bairros novos. De 2000 até o ano passado, os pedidos de socorro de moradores ao Setor de Zoonoses da secretaria triplicaram. Formigas, ratos, morcegos, pombas amargosas, cupins, escorpiões, ácaros, abelhas, taturanas, percevejos e pulgas são encontrados com freqüência nas residências, deixando os moradores preocupados e sem saber como agir para eliminá-los.
De acordo com a coordenadora do Setor de Zoonoses, Marilda Fonseca de Oliveira, a infestação vem ocorrendo em decorrência da expansão urbana e destruição do habitat natural dos animais e insetos. Sem comida e abrigo, eles acabam invadindo as casas, onde encontram alimento, água e lugar ideal para se reproduzirem, explica. Segundo ela, no ano de 2000, a secretaria atendeu 70 chamadas de moradores preocupados com os insetos e animais em suas residências.
Em 2001, o número deste tipo de ocorrência aumentou para mais de dois mil e, no ano passado, foram 370 chamadas. Em todas os casos, os moradores não sabiam o que fazer para se livrar do problema. Na verdade, não são eles que invadiram a cidade, mas a cidade quem invadiu o ambiente deles, afirma.
Além do desequilíbrio ambiental, as pragas urbanas preocupam a Saúde Pública pelo risco de transmissão de doenças. As fezes de morcegos e pombas, por exemplo, hospedam um fungo que provoca infeção pulmonar, semelhante à pneumonia. Por transitarem por todo lugar, as formigas disseminam agentes patogênicos contaminando os alimentos e ambientes. Os cupins danificam móveis e residências de madeira. Já aranhas e escorpiões peçonhentos oferecem risco pelo veneno que inoculam.
Há cerca de três meses, moradores do Conjunto Madri acionaram a Secretaria de Saúde acreditando que em um terreno havia a proliferação de aranhas. Para surpresa dos moradores e dos próprios agentes de saúde, não eram aranhas, mas ácaros gigantes que formaram uma teia branca, muito parecida com a teia de aranha, sobre uma plantação de amendoim.


