PRAÇA
Relojão parado
Quem chamou a atenção foi a leitora dona Lúcia: o relojão da Papelaria Central, que pode ser visto em boa parte da cidade, está parado. Uma espécie de ''Big Ben'' desta ''pequena Londres'', o relógio tem resistido, impávido, aos elementos e ao tempo.
O que mais preocupa é o fato, difundido pelo sr. Ulisses, dono da Papelaria Central e, por extensão, do Relojão, que existe um problema sério para reposição de peças e pode acontecer de chegar um momento em que não seja possível repará-lo.
A gente espera que não seja esta a situação, que o relojão seja reparado de novo, e continue a oferecer aos londrinenses, em todos os pontos da cidade, não só a hora certa mas a certeza de que tudo está bem.
Os antigos costumvam dizer que relógio parado não dá sorte. Já os mais otimistas ponderam que mesmo sem se movimentar, um relógio tem razão duas vezes por dia. O que importa, porém, é o valor básico deste relógio para Londrina. Está incorporado à vida de todos os dias e não pode continuar assim, uma espécie de gigante adormecido. Precisa voltar a funcionar depressa para continuar orientando a todos nós.
Peixes sentem dor
Os peixes, assim como as aves e os mamíferos, sentem dor, segundo ma pesquisa científica britânica cujos resultados serão publicados no número de junho da revista Proceedings of Biology of the Royal Society. Os cientistas já demonstraram que os pássaros, como os mamíferos, sentem dor. Uma equipe do Instituto Roslin e da Universidade de Edimburgo conseguiu agora a prova científica de que os peixes também passam pelo mesmo processo.
A pesquisa, realizada com a truta arco-íris, demonstra não apenas a existência de receptores do sistema nervoso na cabeça dos peixes, que reagem aos estímulos, como também que a aplicação sobre a pele de substâncias nocivas pode produzir mudanças profundas e duradouras em seu comportamento e fisiologia, como ocorre com os mamíferos superiores.
A presença de ''nociceptores'' que respondem a estímulos externos foi demonstrada graças a gravações eletrofisiológicas. A atividade neural foi registrada em um peixe anestesiado, cuja cabeça foi submetida a estímulos mecânicos, térmicos e químicos, segundo a dra. Lynne Sneddon, que dirigiu a pesquisa.





