PRAÇA
Doação de órgãos
Em uma emocionada carta, uma leitora escreve sobre o drama que vive por ser renal crônica, precisando se submeter, há alguns anos, à hemodiálise. O transplante poderia resolver seu problema. Mas a leitora enfrenta o drama do medo dos que teriam condições de doar um rim.
O medo é produto da falta de conhecimento. Tenho um amigo que, há anos, doou seu rim para a irmã. Durante alguns anos, a jovem receptora teve uma vida normal. Depois, morreu. Perguntei-lhe, no enterro, se não lamentava a doação, até porque vivia com um rim só e a irmã, receptora, havia morrido. Ele respondeu simplesmente: Ela teve alguns anos bons e sinto que fui eu quem proporcionou isto. Este doador vive até agora com um rim só, muito bem, sem qualquer tipo de problema.
Infelizmente, muita gente que poderia doar, assim salvando vidas inclusive de parentes não o faz, por medo. Persiste, ainda, até o preconceito para doar órgãos de pessoas que tenham morrido e que poderiam salvar muitas vidas.
É oportuno pensar em novas e contínuas campanhas de esclarecimento que poderiam ajudar muitos a mudar de idéia.
Detecção de diabetes
Uma equipe de cientistas canadenses anunciou a descoberta de um novo método, aplicado até agora em ratos, que permite medir a taxa de células responsáveis pela diabetes, o que pode permitir, no futuro, diagnosticar precocemente a doença e tratar os indivíduos em risco.
Segundo a equipe do professor Rusung Tan, do hospital infantil de Vancouver (Canadá), cujos trabalhos são publicados na revista especializada Journal of Clinical Investigation, esta técnica poderia ser utilizada em humanos e provavelmente também para detectar outras doenças auto-imunes.
A diabetes afeta 17 milhões de pessoas nos Estados Unidos e constitui a quarta causa de morte neste país.
Mais de dois milhões de pessoas sofrem da forma mais grave da doença, a diabetes insulino dependente, também conhecida pelo nome de diabetes juvenil ou diabetes de tipo 1.
A diabetes faz com que os glóbulos brancos do paciente, normalmente encarregados de combater as infecções, atuem contra o próprio organismo do doente.
A diabetes, considerando todos os seus tipos, afeta mais de 150 milhões de pessoas em todo o planeta.





