Problema com a Net
A nota publicada ontem estimulou a senhora Tânia que veio à Praça para contar sobre uma situação que vivenciou em relação à operadora de TV a cabo de Londrina. Contou que ligou para o 0800, telefone posto à disposição dos assinantes, para solicitar informação sobre a programação. Esperou por 15 minutos, ouvindo aquela musiquinha que algumas empresas costumam ''oferecer'' enquanto esperam atendimento. Finalmente, foi atendida. Pediu a informação e a pessoa que a atendeu pediu que esperasse um pouco. ''Testaram minha paciência. Aguentei mais 10 minutos, com a musiquinha no ouvido e desliguei'', informou.
Tentando obter a informação diretamente, a leitora contou que ligou para a Net em Londrina. Desta vez não ouviu música. Apenas ficou esperando e, conta, foi atendida de modo mal educado e cínico por uma pessoa que recomendou que ela ligasse para o tal 0800. Nada valeu informar que não havia conseguido nada com o citado telefone. ''Fui posta num círculo vicioso: no 0800 não atendem, no local não informam''.
Dona Tânia está revoltada: ''A gente paga e espera, no mínimo, atenção quando busca alguma informação'', completou.
Coisas inexplicáveis
A notícia foi publicada ontem, neste Caderno. Conta que Edson Valim, 21 anos, foi morto a tiros, no Conjunto Parigot de Souza. Mais um crime na longa lista dos homicídios que estão acontecendo com enorme frequência em Londrina. Edson foi a 59 vítima de homicídio este ano em Londrina e a 17 em março.
O que porém causou estranheza foi a informação sobre a situação da vítima. Segundo a notícia, Valim tinha antecedentes criminais e havia saido da cadeia poucas horas antes de ser assassinado. E é isto o que causa estranheza: estava preso e foi solto. Por que? Foi julgado, condenado ou estava apenas detido para averiguações?
Há uma grande série de casos assim. A polícia prende marginais que em pouco tempo estão de novo na rua. Alguma coisa não está funcionando no sistema penal e carcerário brasileiro e não é só o problema de grandes criminosos como Fernandinho Beira Mar. Entre nós, como em toda parte, também há situações inexplicáveis, ocorrências, no mínimo, esquisitas.
Não se pode esquecer o paradoxo: Edson Valim poderia estar vivo, se não tivesse sido solto da cadeia horas antes de morrer!

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