Praça
Estrago no Bosque
Faz bastante tempo que uma violenta ventania provocou grandes estragos no Bosque, derrubando árvores que acabaram por danificar a cerca e o portão de acesso, na Rua Pará. Até agora, o portão continua do mesmo modo, deixando de cumprir sua finalidade que seria a de garantir a segurança à noite e sem que se possa vislumbrar a possibilidade da realização de reparos.
O local, sabe-se, é aprazível, faz parte mesmo da história de Londrina. Mas é também, nos dias atuais, perigoso. Aberto, sem qualquer policiamento, pode servir de refúgio para marginais e constitui ameaça potencial para quem passe por ali, inclusive para os que esperam o ônibus no ponto ali existente.
Segurança implica em uma série de coisas. Há a questão do policiamento, que é sempre importante. Mas também existem outros fatores. A boa iluminação dá mais garantia ao cidadão. E, no caso do Bosque, a recuperação da cerca, notadamente do portão, vai representar um fator adicional para garantir que as pessoas possam passar por ali, a qualquer hora, com menos medo.
Recuperar o portão ali é tarefa inadiável.
A guerra de Londrina
Em tese, o inimigo é menos assustador que Saddam Hussein com suas pretensas armas de destruição em massa. Mas a verdade é que o mosquito que transmite a dengue está se revelando um adversário temível e assustador para os londrinenses. Novas suspeitas são registradas a cada dia, novos casos são confirmados.
A situação é de tal modo séria que até mesmo o arcebispo metropolitano de Londrina, dom Albano Cavallin, entrou na luta com uma mensagem que apela para a consciência de cada um a fim de que haja uma luta real contra o mosquito.
Aparentemente, não é tão difícil. Basta acabar com os focos que surgem em águas paradas, nas plantas que muitos possuem em casa, nas garrafas vazias deixadas no quintal, nos pneus que igualmente são jogados por toda parte. Todavia, o que parece fácil não está funcionando, principalmente porque falta maior participação de todos nesta batalha.
A dengue não é tão destrutiva quanto as bombas que estão sendo lançadas sobre Bagdá. Mas pode ser mortal. E é importante perceber que se não podemos fazer nada para parar os loucos que deflagraram a guerra no Golfo, no caso de nossa ''guerra particular'', a vitória depende apenas da vontade e da consciência de todos.





