PRAÇA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de janeiro de 2003
Estelio Feldman 
Vendedores na praça
Conforme foi antecipado, ontem, na carta que enviou ao jornal o leitor Reinaldo Mathias Ferreira, além de comentar a questão dos nomes de rua da cidade, também escreveu a respeito dos vendedores que ocupam a Praça Marechal Floriano Peixoto, expondo sua opinião sobre o debate que começou por causa da ação de fiscais da Prefeitura que os querem desalojar.
''A Praça Marechal Floriano Peixoto escreve que, dizem, teve seu traçado inspirado na bandeira da Inglaterra (parece que todas as praças quadradas são assim em toda parte) já foi apelidada de Praça da Bandeira, embora só raramente o pavilhão nacional esteja hasteado ali. Acontece que um prefeito ''muito bonzinho'' deixou que os artesãos se instalassem nela e com o passar dos anos eles foram adquirindo direitos e agora não querem arredar pé dali (a não ser para a frente do Banco do Brasil). A Praça virou o que não se deseja. Os que receberam barracas não as conservaram e hoje o estado delas é deplorável, principalmente pelos fundos. Os que não receberam barracas, invadiram os passeios da praça, espalhando suas artes por onde as pessoas poderiam passar. Sujeira e mau cheiro por todo lado, canteiros pisados. Além disso, umas barracas com identificação do município ficam ali vendendo produtos de feira. Por que só ali? Necessário se faz modificar esse estado de coisas. Limpar a praça, embeleza-la, mudar os artesãos para outro reduto. iluminar condignamente o logradouro, cuidar das árvores que cresceram muito e podem cair nos canteiros''.
Concluindo, assinala o leitor:
''Também acho louvável que as pessoas procurem trabalhar, seja como vendedor ambulante, seja como artesão. Mas acho, também, que Londrina merece ficar mais bela e livre. Afinal, que vantagem a cidade leva com aquele cidadão que assopra bolinhas de sabão no olho da gente? É artesão também?''
Diferença
A chuva forte de ontem serviu para uma observação a respeito da situação dos bueiros. Esta semana, comentamos o trabalho de um gari que, depois de acabar de varrer a via (Avenida São Paulo) resolveu limpar o bueiro que existe ali, quase na esquina da Rua Pará, diante do Bosque. Ficou limpo. Mas o melhor foi observar, ontem, com a chuva vindo e aquele local livre, com a água pluvial tomando seu rumo. Já bem ao lado, no bueiro que tem na Rua Pará, também diante do Bosque, completamente entupido, a água formava um enorme alagado.
O trabalho feito pelo gari deixou evidente que não é tão difícil, assim, cuidar dos bueiros e, com isto, prevenir situações danosas e até perigosas porque a água empossada representa um rísco para os veículos e para os pedestres. A impressão é a de que falta a disposição da autoridade responsável de fazer o que lhe compete. Limpar bueiros, afinal, é tarefa específica de limpeza pública.


