Praça
Responsabilidade
A casa da professora Eliane Tomiasi Paulino, localizada no Jardim Andrade, zona oeste da cidade, foi assaltada, conforme notícia publicada na edição de ontem do jornal. Detalhe: a vítima informou que os ladrões estavam escondidos em um matagal que fica defronte de sua casa. E disse que em dezembro pediu à CMTU para roçar o mato. Recebeu a promessa de que isto seria feito. Não foi.
Claro que não é apenas esta a causa do assalto. Todavia, é questão sempre repetida a da necessidade de se limpar as áreas vazias por uma série de razões, inclusive para melhorar a segurança. Não se fez nada, diante da casa da professora e, agora, ela sofre o prejuízo, sem ter a quem apelar. Afinal, quem é responsável pelo matagal que não apenas serve para abrigar bandidos mas também é área propícia ao surgimento de uma série de problemas, com ratos, gambas, ervas daninhas?
O que falta mesmo é esta definição de responsabilidade em todos os setores. O povo reclama, como aconteceu com a professora, mas ninguém faz nada. E não há, igualmente, quem possa ser responsabilizado pelo prejuízo decorrente da falta de ação de quem de direito, dono do terreno ou a autoridade municipal que tem poder para exigir a limpeza do terreno ou para realiza-lo, cobrando as custas.
Em tempo: a professora Eliane está menos preocupada com isto que com a tese que estava no computador roubado. São anos de trabalho que podem ser perdidos. Dona Eliane fez um apelo aos ladrões, pedindo que gravem o arquivo que está no computador e enviem-no para a UEL. Difícil crer que ladrão tenha consciência, mas enfim seria bom se a professora recebesse de volta o trabalho de tantos anos.
Criminalidade
Uma curiosidade: qual é o estado com maior taxa de criminalidade no planeta? É o Vaticano, o menor Estado do mundo, que possui, paradoxalmente, uma das maiores taxas de criminalidade em relação à sua densidade populacional, segundo um relatório divulgado pelo procurador-geral do Estado. O magistrado da Santa Sé, Nicola Picardi, que, pela primeira vez, apresentou o relatório ao público, informou que os roubos, a apropriação de bens de forma ilícita e os insultos a autoridades civis ou ministeriais aparecem como os crimes mais comuns do ano de 2002.
A grande maioria das vítimas dos roubos registrados no Vaticano é de turistas, que todo ano visitam a basílica de São Pedro e os museus do Vaticano.
Os crimes são denunciados às autoridades judiciais da Santa Sé, mas 90% dos casos não são esclarecidos.
Milhares de casos aguardam julgamento, entre eles 397 por delitos civis e 608 por delitos penais. Em 2002, o número de processos aumentou consideravelmente: os magistrados do Papa receberam 239 processos, dos quais 110 não foram ainda resolvidos.





