PRAÇA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de janeiro de 2003
Estelio Feldman 
Vidas em perigo
Em meio mês, 11 homicídios já registrados, atingindo o total de todo o mês de janeiro do ano passado. A esperança de que este quadro doloroso, do recorde de assassinatos observado em 2002, fosse revertido, se esvai em 15 dias.
A vida, em Londrina, parece valer muito pouco. Vidas jovens vem sendo ceifadas de modo brutal, sem que se perceba qualquer tipo de atitude policial visando alterar esta situação e garantir mais segurança à população. Assinalar que a grande maioria dos crimes está eventualmente ligada ao tráfico de drogas não serve como justificativa. Ao contrário, deixa mais evidente a falta de segurança. Se os traficantes, em sua abominável ação, podem matar assim, impunemente, então é porque estamos realmente vivendo uma fase em que lei e ordem pouco significam.
O tempo do novo governo estadual é pouco, ninguém desconhece. Todavia, as vítimas que vão se somando, ao longo deste primeiro mês do ano, são testemunhas de uma situação que apavora a todos. Os mortos acabam sendo considerados culpados pela própria tragédia que pôs fim às suas vidas, enquanto a sociedade não dá mostras de maior preocupação no sentido de reverter este quadro. Há uma evidente subversão de valores, quando o autor do crime fica impune e a vítima se torna uma espécie de réu face ao tribunal da opinião pública. A afirmativa, em relação a muitos dos assassinados, de que tinham passagem pela polícia, indicando assim que, eventualmente, não eram ''boa gente'', acaba servindo como justificativa. Ora, em uma sociedade civilizada, crime é crime e o alvo é vítima.
Nunca a vida esteve em tanto perigo como agora, em Londrina. E é fundamental insistir na necessidade de se trabalhar no sentido de acabar com isto, até porque qualquer pessoa pode ser a próxima vítima. Ninguém está seguro, especialmente nos bairros mais carentes. É vital observar que a grande maioria da população londrinense é ordeira, decente e quer apenas trabalhar para viver, ainda que morando nos bairros em pior situação. E são estes cidadãos os que se sentem mais preocupados e merecem a proteção da lei, a presença de uma polícia ativa e efetiva para garantir sua segurança.
Sanepar em ação
A Sanepar trabalhando intensamente neste começo de ano. E com presteza. Na terça-feira, houve obras na faixa central, diante da Biblioteca e do Correio. Trabalho realizado rapidamente, com um detalhe importante: depois que os buracos na calçada foram tampados, o local foi lavado.
Feira da Uva
A produção londrinense de uva não foi das maiores. Mas ainda assim está aberta, na Praça Marechal Floriano Peixoto, a Feira da Uva, do produtor diretamente para o consumidor. Uva boa, de qualidade, a bom preço. A feira vai ficar ali enquanto houver produção.


