Vida nova
O camelódromo da Avenida São Paulo está mesmo desativado. Até o final da semana, a CMTU espera reabrir a via. E os donos de barraca já estão se instalando no novo local, alguns com esperança, outros algo assustados. Será que os clientes vão até lá? É o que muitos perguntam. Só o tempo vai dizer. E, também, a própria situação. Como salientou um dono de barraca: se não se permitir que outros camelôs se instalem pela cidade, então é provável que o novo espaço mantenha os clientes. Pode até amplia-los, como afirmou, esperançoso, um dono de barraca, levando em conta a existência de restaurante, sanitários, enfim uma estrutura melhor no local novo.
A intenção das autoridades municipais é boa, existe sem dúvida a possibilidade de que as coisas realmente funcionem para os donos de barraca que terão, agora, uma situação até mais estável. E toda a expectativa é no sentido de que, de fato, o Shopping Popular (ou que nome se lhe dê) possa de fato representar uma solução para aqueles que faziam do camelódromo seu meio de vida.
A propósito, quem gostou mesmo da mudança foram os profissionais que fazem carreto e que participaram da mudança, carregando as coisas do camelódromo para o novo local. Gente que acabou ganhando também com a mudança. E, no fim, este é o verdadeiro sentido da economia: gente trabalhando e ganhando, dinheiro sendo movimentado. Como bem salienta, há anos, o jornalista Walmor Macarini, o que realmente ajuda a economia não é a poupança mas a ''gastança''. Quando as pessoas fazem o dinheiro girar, há sempre possibilidade de crescimento econômico. O camelódromo produz empregos, dá trabalho e está, nesta mudança, também ajudando a outro segmento da cidade que precisa ganhar.
Espera-se que o giro econômico tenha prosseguimento no novo local e que a população continue a prestigiar os antigos camelôs.
Igapó 2
Pela primeira vez, este ano, recebo uma reclamação de dona Lúcia, que em várias oportunidades transmitiu à Praça suas queixas. Ela veio falar sobre o que alguns motoristas estão fazendo lá no Igapó 2. A leitora conta que estão se realizando ali obras, abrindo espaço para que os interessados façam ginástica e caminhem ali. No momento, as obras ainda não termiraram mas já é possível andar por lá. E o que acontece, segundo dona Lúcia, é que tem gente que vai de carro até lá, para caminhar, e deixa os veículos na parte interna, no local usado para as caminhadas, prejudicando a todos. A esperança da leitora, uma vez que não se pode esperar que os mal educados mudem o comportamento, é que, quando terminarem as obras, as autoridades coloquem cavaletes ali, a fim de evitar a entrada de carros. Mas desde agora, algum tipo de policiamento no local já poderia ajudar a quem apenas quer fazem uma caminhada sem os obstáculos de 4 rodas.

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