PRAÇA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de janeiro de 2003
Estelio Feldman 
Faixa de segurança
Um leitor veio contar que, ontem, cruzava a Avenida São Paulo, defronte ao Zerinho, pela faixa de segurança. De repente, percebeu um veículo que descia a avenida. Parou no meio da rua, assustado. E ficou surpreso quando o motorista do carro praticamente parou, permitindo que ele fizesse a passagem.
Em tese, a faixa de segurança serve para isto mesmo: garantir uma certa segurança para o pedestre. O que acontece, porém, é que raramente os motoristas respeitam o espaço. É bom registrar uma ocorrência positiva como esta, valendo rememorar que se houvesse este espírito de respeito entre motoristas e pedestres, se quem dirige obedecesse aos sinais de trânsito, seguramente teríamos menos acidentes a registrar.
Vestibulandos
Muitas reclamações em relação à bagunça que tem acontecido em bares, especialmente na área central. Ao que se informa, os responsáveis são os vestibulandos que estão na cidade para tentar uma vaga na UEL. Um leitor informou, inclusive, que houve até tiros, na noite de segunda-feira, diante de um bar da Rua Professor João Cândido.
É uma coisa no mínimo curiosa. Se os jovens vêm a Londrina para participar de uma prova de tal maneira importante, a idéia era a de que os vestibulandos estariam apenas preocupados em estudar. Mas não é o que acontece. Os donos de bares e afins não se queixam. Afinal, o movimento aumenta. Entretanto, quando a bagunça começa a atrapalhar os demais, ultrapassa o límite do aceitável.
É uma pena que se tenha de fazer tal registro. Os vestibulandos contribuem até para a economia da cidade, em vários setores. E Londrina, hoje, conta com uma imensa população de estudantes, com vários estabelecimentos de nível superior. É certo, felizmente, que os que conseguem superar o desafio do vestibular adotam outra postura quando se tornam estudantes universitários.
Desaparecidos
Os membros da Comissão dos Direitos Humanos da ONU, aos quais se uniram representantes de organismos intergovernamentais e Organizações Não Governamentais (ONGs), começaram a redigir esta semana, em Genebra, um tratado ''para a proteção de todas as pessoas contra os desaparecimentos forçados''.
As reuniões devem durar duas semanas e no final desse prazo será apresentado um relatório à Assembléia Geral da ONU, a única instância competente para adotar as novas disposições com valor de lei internacional.
O desaparecimento é definido nesses textos como uma ''violação múltipla dos direitos humanos'' e um ''crime contra o direito internacional''.
Para combatê-lo, o tratado de vocação universal deverá estabelecer as obrigações dos governos em matéria de dissuasão, prevenção, investigação, repressão e cooperação internacional, com o objetivo de erradicar o crime, puni-lo, deter os culpados e acabar com a impunidade.


