Direitos do cidadão

É fácil perceber que, nos Estados Unidos, os advogados são temidos (e, em alguns casos até odiados). O motivo disto é que diante de qualquer lesão ao direito do cidadão, sempre haverá um advogado pronto a acionar o responsável, normalmente obtendo substanciosa indenização. Acontece que, por causa disto, há abusos. Existem advogados que correm os pronto-socorro e até os necrotérios, caçando 'causas'. Um tombo, um atropelamento, a queda de uma árvore provocando danos ou ferimentos, qualquer coisa dá motivos a uma ação, quase sempre com uma grande quantia em dinheiro como indenização.
Entre nós, não precisamos de uma cultura abusiva como esta. Mas é fora de dúvida que se houvesse condições para um ressarcimentos diante de determinados acontecimentos, seguramente existiria mais cuidado e, principalmente, respeito aos direitos alheios. Se o dono de uma calçada fosse responsabilizado e tivesse de indenizar a alguém que se machucasse por causa de um buraco, é certo que as pessoas não deixariam a frente de suas casas (ou apartamentos) em precárias condições. Se o poder público fosse obrigado a indenizar quando uma árvore podre caisse sobre uma casa, tivesse de pagar os prejuízos de uma enchente provocada por bueiros entupidos ou as custas de um acidente por causa de buracos nas ruas, é certo que haveria mais cuidado por parte dos responsáveis em todos os setores.
Neste janeiro, com tantas e tão fortes chuvas, tem-se visto inundações provocadas por bueiros entupidos. E não foi por falta de alerta. Qualquer pessoa percebia o perigo de inundações. O poder público não mostrou sensibilidade diante disto. As pessoas são prejudicadas e dificilmente conseguem ser ressarcidas.

Genoma do arroz

Uma equipe internacional coordenada por cientistas japoneses anunciou que praticamente terminou de decifrar o genoma do arroz. ''É um acontecimento histórico'', declarou o primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi, depois de ter sido informado desta conquista científica por uma delegação do grupo.
Segundo os especialistas, decifrar o genoma do arroz pode ser um avanço essencial para combater a desnutrição no mundo, já que metade dos países do planeta e principalmente todos os da Ásia têm o arroz como alimento básico.
Saber a sequência do genoma do ''cereal do pobre'' vai permitir melhorar os tipos de arroz produzidos no mundo, mas também identificar genes de outros dois cereais básicos, o trigo e o milho, que ainda não foram decodificados.
Participaram do Projeto Internacional de Sequenciamento do Genoma do Arroz (International Rice Genome Sequencing Project, IRGSP) laboratórios públicos de dez países: Japão, Estados Unidos, China, França, Índia, Taiwan, Coréia do Sul, Brasil, Tailândia e Grã-Bretanha.

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