Tempo de esperança
A época é propícia para esperança. Começo de ano, muitas resoluções e um espírito de novo. Feliz ou infelizmente, este clima não dura muito. De qualquer modo, porém, é imperioso lembrar que, embora aqueles que se dizem mais objetivos ou realista o neguem, há, neste momento, alguns motivos concretos para a esperança. O Brasil tem novo presidente, o Paraná tem novo governador. Em fevereiro, assumem os deputados federais e estaduais eleitos e se renova em dois terços o Senado. Assim, no terreno político, existem verdadeiras razões para esperança.
Em Londrina, que bateu em 2002 o recorde dos homícidios praticados, uma das maiores esperanças é a de que haja uma reversão nesta realidade. O fato de o governador Roberto Requião haver mantido em suas mãos a Secretaria de Segurança oferece motivos para que se espere, efetivamente, que muda a situação do setor. Segurança é uma real e exclusiva obrigação do governo do Estado. A iniciativa privada que já atua em alguns setores, como transporte de valores e segurança empresarial, entre outros não tem, efetivamente, como oferecer o que a população reclama e exige. Policiamento, aparelhamento do setor policial, condições efetivas para que o cidadão tenha segurança em sua vida, tais são coisas que só o Estado pode oferecer.
O simples fato de o novo governador mostrar preocupação concreta com as questões de segurança é por si alentador. O primeiro passso para enfrentar e solucionar um problema é reconhecê-lo. Não se admite mais o tipo de política ''avestruz'', aquela em que o responsável esconde a cabeça na areia para não ver o problema. Os problemas existem e só podem ser solucionados se reconhecidos e encarados. É o caso efetivo da segurança.
Londrina e o Paraná vivem, e não é de agora, um clima de insegurança generalizado. Não são apenas os homicídios mas também os furtos, roubos, assaltos, agressões de todos os tipos. O cidadão não se sente seguro na rua nem em casa, à noite ou durante o dia.
O novo governo do Paraná tem uma vantagem: a situação está tão ruim que qualquer coisa que se faça só poderá melhorar as coisas. Claro que, como os brasileiros já sabem por experiência própria, as coisas sempre podem piorar. Todavia, o que se espera e anseia é que agora comece mesmo a mudança com mais recursos, mais efetivos, mais preocupação oficial com a segurança. Há muito a fazer, os recursos não são os que se reclama mas é vital insistir e repetir que para o setor da segurança o governo do Estado precisa encontrar meios a fim de dar ao povo este mínimo de confiança para encarar todos os desafios de uma época por si muito difícil.
A melhoria nas condições da segurança pública no Estado será, sem dúvida, um motivo real para se alimentar a esperança de um 2003 melhor para o Paraná.

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