Praça
Irresponsabilidade
Conforme foi informado aqui, há alguns dias, foram realizadas obras nas calçadas da Rua Goiás, entre Pernambuco e Avenida São Paulo. Em pouco tempo as valetas foram fechadas. Mas não de todo. A recuperação não ficou completa, restando então pequenas valetas na calçada. Resultado: se chove ou se alguém lava a calçada, a água se empossa. E a gente sabe que água empossada é perigosa, inclusive por causa do mosquito da dengue. Há, porém, outro perigo, o de quedas. Pode uma pessoa passar rapidamente por lá, não ver o desnível e cair. O risco ainda é maior para crianças e idosos.
A impressão que se tem é que ninguém se preocupa com os eventuais efeitos porque há uma tremenda dose de irresponsabilidade entre todos. Afinal, se alguém se machucar ou mesmo se sofrer um traumatismo sério, se morrer, quem será o responsável? A empresa que abriu a valeta e não a fechou adequadamente, os que mandaram fazer a obra, o dono da edificação que fica diante da calçada?
Ninguém sabe ou parece se preocupar.
Recentemente, foi apresentada aqui a situação de uma senhora que caiu por causa de falha na calçada, está há um ano sofrendo sequelas do tompo, e não recebeu qualquer tipo de indenização. Nos Estados Unidos, um tombo gera uma ação e um pagamento pesado. Há responsabilidade e preocupação. Entre nós, não. Azar de quem cair, tropeçar, se machucar em uma calçada com buracos. Esta irresponsabilidade, que decorre da certeza da impunidade (que não é algo que acontece só ent4re os marginais) também contribui para que poucos se preocupem em cumprir suas responsabilidades, inclusive as de conservar as calçadas pelas quais deveriam responder.
Ratos e homens
O que distingue um homem de um rato não é muita coisa. As diferenças e semelhanças, reveladas em um estudo comparativo dos genes das duas espécies, constituem elementos importantes para a pesquisa genética e, em última instância, para o progresso da Medicina.
As duas espécies possuem 30 mil genes, dos quais apenas 300 são exclusivos de uma ou outra, revela o mapeamento do genoma do rato, hoje praticamente terminado (mais de 95%) e realizado por um consórcio público internacional. O trabalho foi publicado pela revista britânica ''Nature''.
A publicação apresenta dados que permitem uma aproximação maior do objetivo de descobrir a função de todos os genes humanos. Nessa ótica se situa a análise comparativa sistemática do cromossomo 21 que contém 30 genes relacionados a doenças genéticas, entre elas a síndrome de Down a qual se dedicam cientistas europeus e norte-americanos.
''Compartilhamos 99% dos genes com os ratos, temos inclusive os genes para ter um rabo, como eles'', comentou a médica Jane Rogers, participante da pesquisa.





