PRAÇA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de dezembro de 2002
Estelio Feldman 
Lembrando Castro Alves
''Bendito aquele que semeia livros, livros a mão cheia e faz o povo pensar''. A frase é de um poema de Castro Alves que, inegavelmente, pode ser aplicada a Londrina especialmente à Secretaria de Cultura que, este ano, semeou livros, com uma série de lançamentos, entre os quais a coleção dos Cronistas de Londrina, com 8 autores, alguns inéditos.
Foram lançados livros de Jota Oliveira a Walmor Macarini, todos trazendo a visão fantástica de muitos dos melhores cronistas que esta terra já produziu.
Essa coleção e mais os outros livros deixam bem evidente que Londrina vive atualmente uma fase realmente brilhante no que tange à literatura. Ao lado de um Domingos Pellegrini Júnior, nome nacionalmente conhecido e respeitado, surgem outros valores, todos contando, a seu modo, a História desta terra que nasceu sob o signo do trabalho e do sonho, ambos formando uma força capaz de mudar a História.
Tão importante quanto os livros é o local em que se encontram. O visitante que chega a Londrina e resolve conhecer sua Biblioteca Pública ficará encantado. Poucas cidades podem se orgulhar de possuir uma biblioteca como a que Londrina tem, no centro da cidade, em um prédio imponente, com amplo espaço, teatro, biblioteca infantil. Diante dela, sem dúvida o visitante vai sentir que se encontra em uma cidade que, de fato, dá valor à cultura.
E se, porventura, este hipotético visitante resolver conhecer o museu da cidade, vai ter outra magnifica surpresa diante do Museu Histórico Carlos Weiss, igualmente uma primorosa edificação, ampla, bonita, bem cuidada. Depois, com certeza, não ficará mais surpreso ao conhecer o Museu de Arte, lá perto, igualmente uma construção bonita.
Nunca é demais lembrar que as três edificações que guardam e difundem a cultura foram preservadas. A Biblioteca Pública Municipal do centro era o antigo Fórum. O Museu Histórico é a velha e maravilhosa estação ferroviária. O Museu de Arte é a antiga estação rodoviária. Ao contrário do que acontece em muitos lugares, estes acervos não foram postos abaixo. Preservados, acabaram tendo uma destinação que diz por si sobre a forma como Londrina encara e vive a cultura.
O balanço final do que foi exposto é que Londrina viveu um belo ano de 2002 em termos de cultura e, adicionalmente, tem bases sólidas para continuar a trilhar esse rumo. E se a gente for além, lembrando dos espetáculos maravilhosos vividos no Festival de Música, no Festival de Teatro, citando as promoções do Departamento de Cultura da Associação Médica (sede central que também serve para oferecer muitos e maravilhosos eventos), tem-se ainda um quadro mais bonito.
No conjunto, memórias boas de um ano que trouxe muita coisa e que oferece, adicionalmente, a esperança de muito mais (e melhor) no 2003 que vai começar.


