PRAÇA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de dezembro de 2002
Estelio Feldman 
Obras perigosas
A Sanepar está realizando obras nas calçadas, na rua Goiás, bem na região central, entre as ruas Pernambuco e Prof. João Cândido. Ninguém nega a importância das obras daquela (e de outras) empresa de serviços públicos. Todavia, algum cuidado precisa ser tomado para reduzir ao máximo o risco das pessoas, notadamente dos pedestres. E o que está acontecendo lá evidencia que ninguém pensou no assunto. Como as calçadas dos dois lados da Goiás estão em obras, o pedestre tem que passar pela rua, com evidente perigo, ainda mais porque se trata de artéria das mais movimentadas.
Este não é um fenômeno só de Londrina, mas nacional (e, talvez, mundial): o pedestre não é considerado nem nos projetos para o trânsito nas ruas, nem em qualquer outra circunstância. O curioso é que todos, mesmo os mais ricos, são pedestres em algum momento. Mas o trânsito é quase que sempre projetado em função dos veículos. E as obras, pelo visto, também não levam em conta a situação de quem anda a pé.
O fato de não ter se registrado, ainda, nenhum acidente no local é, apenas, uma questão de sorte. Entretanto, se houvesse um pouco de preocupação com os pedestres, o risco todo poderia ser senão evitado pelo menos minimizado.
População
Interessantes os números divulgados pela Prefeitura sobre a população londrinense que, que está na casa dos 447.065 habitantes. Valiosa, também, a divisão por faixa etária que permite condições para melhor planejamento a respeito das necessidades. Assim, tem-se que um quarto da população está na faixa dos 0 aos 14 anos; outro quarto, dos 15 aos 29. Quer dizer, metade dos moradores de Londrina se situa na faixa até menos de 30 anos. A ''terceira idade'', que considera pessoas com mais de 60 anos, representa cerca de 8% do total (37.390). Cresceu, mas ainda não é a maior. Quer dizer, precisa de mais cuidados, mas a preocupação maior, ainda, há de ser com as crianças, os jovens e os adultos na primeira fase (até os 30 anos).
Hipertensão
Os diuréticos tradicionais são mais eficazes e mais baratos que os medicamentos mais recentes contra a hipertensão e certas doenças cardíacas, segundo os resultados de um amplo estudo comparativo realizado nos Estados Unidos, publicado na terça-feira. O estudo ''demonstra que os diuréticos são a melhor opção médica e econômica para tratar a hipertensão, e reduzem os riscos de complicações'', declarou o médico Claude Lenfant, diretor do Instituto Nacional do Coração, Rins e Sangue (NHBLI).
O diurético teve resultados superiores aos de outras classes de medicamentos para o tratamento da hipertensão e prevenção de acidentes cardíacos, segundo os resultados do estudo publicados pelo Diário da American Medical Association (JAMA), de 18 de dezembro.


