Insegurança total
Domingo, pelas 18 horas. Uma senhora subia pela Rua Pará, quase na esquina da Avenida Rio de Janeiro, bem defronte ao Colégio Mãe de Deus. Estava com uma sombrinha, porque havia chovido. Um indivíduo, usando camiseta vermelha e um tipo de bermuda, em uma bicicleta, passou perto e dirigiu palavras grosseiras a ela. Não se aproximou, possivelmente por causa da sombrinha. A mulher, assustada com a quase abordagem, estática, viu o tarado seguir com a bicicleta, parar bem defronte ao ponto de ônibus que existe ali e avançar contra uma outra senhora, que esperava o coletivo. O marginal, desta vez, não se conteve e alcançou os seios da mulher. Depois, deixando-a completamente atônita, seguiu em sua bicicleta.
A primeira quase vítima encontrou o marido logo em seguida, contou-lhe o fato e ambos foram até o ponto onde a mulher ainda se encontrava, quase caindo de susto, medo e asco. Resolveram, embora não fossem usar o ônibus, ficar ali com a mulher até que chegasse seu coletivo, para prevenir caso o tarado da bicicleta voltasse.
Esperaram por cerca de 15 minutos. O ônibus não chegou (o que se justifica, porque no domingo o horário é pouco mais elástico) e não passou nenhuma viatura policial, não se viu nenhum PM. Como o ônibus tardasse, a mulher vítima do ataque resolveu seguir a pé até o terminal para liberar o casal.
Um episódio real. Não tão dramático, sem dúvida, quanto os homicídios que estão ocorrendo na cidade mas, sem dúvida, igualmente assustador. Evidência da insegurança que domina a cidade. Uma pessoa é atacada, em pleno centro, à luz do dia, e não tem qualquer proteção. Se o tarado da bicicleta fosse mais agressivo, poderia ter feito pior. Fosse um ladrão, teria levado a bolsa da vítima.
Pior é que há indícios de que o referido tarado age há tempos, passando de bicicleta e dirigindo obcenidades para mulheres. Se houver apenas um tarado ou um grupo, o certo é que não há nenhuma evidência de que o marginal corra perigo de ser apanhado. O risco é para mulheres que estejam sozinhas, andando pelo centro da cidade, em qualquer horário.
Isto tem que mudar. O cidadão exige e merece um mínimo de segurança. Se as pessoas não puderem sequer sair de casa durante o dia, no centro da cidade, sem correr o perigo de algum tipo de agressão, física ou sexual, estamos diante de uma subversão da realidade. O mínimo que as pessoas esperam da autoridade é que lhe ofereça segurança. A simples presença de policiais pelas ruas serve para afugentar os marginais, na maioria dos casos. Já se viu isto no Zerinho que, uma época, tornou-se um local quase impossível de passar pela presença de marginais. Bastou que a PM colocasse uma dupla de policiais ali e a situação mudou. É o mínimo que se pode pedir.

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