O povo falou


``A voz do povo é a voz de Deus``, diz o ditador popular. E o povo brasileiro falou pelas urnas, escolhendo novo presidente e novos governadores. No Brasil, como no Paraná, a escolha foi bem definida, com os candidatos conquistando maioria clara. E, como se sabe, a maioria é definitiva.
A questão, agora, é que os eleitos não são mais candidatos e, igualmente, não são apenas os governantes da parcela que os escolheu. Luiz Inácio Lula da Silva vai governar o Brasil e Roberto Requião será o governante do Paraná. Vão trabalhar para todos, eleitores ou não.
Naturalmente, há quem assim não o entenda. E não faltam os que reclamam da democracia precisamente por isto: afinal, o vencedor, ainda que tendo o voto da maioria dos eleitores, não é aquele escolhido pelos que votaram no adversário. É verdade. Todavia, importa perceber que presidente e governador não trabalham sozinhos. O poder é repartido em três, Executivo, Legislativo e Judiciário. E para Executivo e Legislativo, a escolha é do povo.
A maioria elege os candidatos para os chamados pleitos majoritários, no caso presidente, governador e senador. Mas é o povo todo quem elege os membros do Legislativo. No pleito de 6 de outubro, causou surpresa para alguns a eleição de candidatos com menos votos que outros. Isto se explica exatamente pela idéia do pleito proporcional e pela importância de que, na democracia, todos sejam representados, inclusive as minorias.
O presidente e os governadores vão ter que trabalhar com os deputados federais e estaduais. E nas duas Casas, existe a representação plena do eleitorado. Assim, o eleitor estará representado no Governo, mesmo que seu candidato majoritário não tenha obtido o cargo. E, agora, vencida a fase da escolha, começa a outra, a do trabalho e da entrega, dos eleitos, no sentido de servir ao povo em todos os níveis.
Ontem, celebrou-se, no Brasil, o dia do servidor público. E, na democracia, o presidente é o Funcionário Público Federal nº 1, assim como o governador é o Funcionário Público Estadual nº 1. A esperança toda da população e que os eleitos do último domingo, de fato, venham a ser modelos como servidores deste País e deste Estado.

Aeroporto em reforma

O aeroporto de Londrina está sofrendo reformas. Já é possível perceber que vai ficar muito bonito e funcional quando tudo estiver pronto. No momento, o que é até natural, existem dificuldades para os usuários e também para quem trabalha ali. Mas isto é, sem trocadilhos, passageiro. A impressão que se tem é a de que, quando terminar a reforma, o aeroporto de Londrina, que já foi o terceiro de maior movimento do Brasil, volte a ser motivo de orgulho e satisfação dos londrinenses, com muito movimento e atendendo adequadamente ao público.
Mais um pouco de paciência e logo o londrinese terá, de novo, orgulho de seu aeroporto.

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