Natal solidário

O Natal já está aí, às portas. E o Grupo de Apoio Pró-Vida está na campanha para a venda de cartões de Natal, que resulta em benefícios para o Hospital Infantil Sagrada Família. A entidade informa aos empresários que pretendam transformar o ato de desejar ''feliz Natal'' em solidariedade tem até amanhã para encomendar os cartões do referido grupo. Quem fizer o pedido de cartões até amanhã poderá pernonalizá-los com a logomarca da empresa.
São 4 opções de cartões. Os desenhos natalinos foram desenvolvidos por alunos da Criativa Centro de Artes, especialmente para a campanha. São crianças fazendo trabalho por outras crianças. Os autores dos cartões são Carolina Gongôra, de 10 anos; Fernanda Menck Favoreto, de 14; Natália Tauil da Costa Branco, 14; e Amanda Coelho, 16.
Este é o sexto ano consecutivo da campanha de Natal do Grupo de Apoio Pró-Vida. Os interessados em aderir devem falar com a presidente do Grupo, Leila Haikal Giglio, pelo telefone 3321-3880.

Desperdício

Foi tema de artigo, domingo, e do editorial ontem: o desperdício. Pode-se dizer que temos, no Brasil, uma cultura de desperdício. A imensidão da terra, os hábitos que nos acompanham pela vida afora, a impressão de que as coisas de que dispunhamos eram infinitas, tudo contribuiu para que quase todos agissemos assim, sem cuidados, desperdiçando comida, água, energia, tudo.
Nos anos 70, quando eclodiu a crise do petróleo e os preços dos combustíveis quadruplicaram, começou uma nova etapa e os brasileiros começaram a perceber que precisavam mudar seus hábitos. Vieram medidas concretas de economia e se tentou criar uma nova mentalidade. Racionalização do consumo passou a ser uma expressão muito conhecida.
Todavia, continuamos ainda a desperdiçar não só combustível mas tudo o mais. Gastamos água demais, não temos cautela com a energia, usamos sem cuidado o telefone, jogamos fora coisas que podem ser úteis, senão para nós para os outros. Desperdiçamos alimentos, tanto nas casas como nos campos. As perdas da lavoura, por falta de alguns poucos cuidados de preservação, representam prejuízos imensos para o País e ampliam as necessidades dos mais carentes.
É chegando o momento de se voltar a pensar na racionalização do uso de tudo, na economia dos bens, no combate ao desperdício. Quando o País vivia a inflação exacerbada, acompanhada da indexação, parecia até bobagem pretender racionalizar ou economizar. Hoje, as coisas estão diferentes. A inflação é baixa, não há indexação. É preciso usar bem o que se tem, incluindo o dinheiro, até para sobreviver. Aquilo que se ganha, evitando o desperdício, pode ser fundamental para melhorar as condições de vida de cada um. E, sem dúvida, melhora também o próprio quadro de vida de todos os brasileiros.

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