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PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de outubro de 2002
Estélio Feldman 
Iluminação deficiente
A nota publicada ontem, referente à precária iluminação que, aliada ao mal estado das calçadas, representava um perigo imenso ao pedestre, provocou alguns comentários, sobre o primeiro item. Dois leitores foram unânimes em reclamar da precariedade da iluminação pública na cidade. Uma delas comentou que sempre que volta de viagem a Camboriu fica até assustada: a cidade parece literalmente às escuras.
Verdade. A iluminação em Londrina, salvo nas principais avenidas, é muito deficiente. Isto não apenas gera dificuldades para os pedestres, mas representa igualmente um aumento na insegurança. Naturalmente, marginais podem agir com pouca ou muita luz, até mesmo à luz do dia. Mas é certo que no escuro o perigo é sempre maior.
A iluminação pública de Londrina precisa (e pode) melhorar muito, em nome da segurança e da tranquilidade de uma população que vive constantemente sobressaltada. Certo que há muitos outros itens que são necessários para melhorar as condições de segurança na cidade. Entretanto, uma boa iluminação já representaria, pelo menos, um começo satisfatório.
Depende, principalmente, de vontade política dos administradores. Segurança, sempre é bom repetir, é obrigação do governo em relação aos cidadãos.
Estiagem
Calor intenso e estiagem. A Primavera já antecipa um verão muito quente. Em várias cidades do País já há notícias sobre redução no nível dos mananciais, falta de água. O drama que se repete, na época mais quente, notadamente quando, como ocorre agora, a chuva não chega com a frequência necessária.
Há muitas causas para a estiagem. E, embora haja quem ore por chuva, é certo que o cidadão comum nada pode fazer no sentido de conseguir que venha água do céu. Entretanto, há uma coisa que qualquer um pode (e deve) fazer, notadamente em épocas como a atual: racionalizar o uso e o consumo da água.
Normalmente, as pessoas deveriam economizar água, até para pagar menos já que as tarifas estão cada vez mais pesadas. Quando se vive uma situação como a atual, economizar não é apenas uma necessidade pessoal, para reduzir a conta, mas também um propósito comum a fim de evitar que ocorra por aqui o que já está acontecendo em outros locais: falta de água, racionamento, dificuldades sem conta.
A época não é propícia a lavagens de calçadas ou de carros, a abusos com a água que pode faltar para todos se não houver um pouco mais de cuidado por parte dos usuários. Há um ditado sempre oportuno em tais ocasiões: É bom por as barbas de molho quando se vê as do vizinho pegando fogo. A falta de água em outras cidades acaba chegando aqui. Gastar o essencial, evitar desperdícios, usar adequadamente, tais são coisas que devem ser feitas inclusive em nome da consciência cidadã de cada um.


