Desabafo


O leitor Alcindo das Neves, aposentado, enviou para a Praça a cópia de uma carta que ele mesmo havia mandado ao jornal, há um ano, precisamente no dia 7 de outubro de 2001. Naquela carta, o sr. Alcindo fazia uma pesada crítica à situação de Londrina, destacando, principalmente, a falta de punição para os políticos corruptos, reclamando do abusivo IPTU, comentando a insegurança da cidade, lamentando a situação em que o município se encontrava. Mas o leitor manifestava, também, a esperança de que as coisas mudassem, mostrando-se particularmente otimista em relação à administração do sr. Nedson Micheleti.
No final da carta, o leitor porém completa com um desabafo, feito em letra de mão e que assinala: ''Exatamente um ano depois que escrevi esta carta, o 'governo' de Londrina deixou correr a safadeza do IPTU abusivo... por intermédio do prefeito, vereadores, do Paulo Bernardo, do PT, agora candidato a deputado. Um absurdo''.
Junto com a carta, o leitor envia, também, dois adendos, um cartaz que destaca a insegurança e a falta de condições de vida. E escreve, de novo, à mão: ''Londrina é linda... olhando de longe''.

Exposição

Será aberta ao público, hoje, às 20 horas, no salão da Biblioteca Pública, no centro, a ''Exposição novos talentos'', com artistas plásticas funcnionárias da BPM. Permanece ali até o dia 18.

Sujeira

Londrina amanheceu imunda, no domingo. Foi uma movimentada madrugada com carros passando pelas ruas e jogando papel por todo lado. Assim como lancei a questão sobre se alguém escolheu candidato por ter ouvido a campanha em carro de som, pela rua, pergunto se haverá eleitor que vota em alguém porque viu um cartaz jogado na rua, no dia das eleições? Acontece que tem gente que confunde democracia com anarquia e que não respeita mesmo o cidadão. E pede voto, sujando a cidade.
Pior para quem teve que limpar ruas e calçadas naquilo que não se pode chamar de ''sujeira cívica''.

Segundo turno

Vamos ter que voltar às urnas, no fim do mês. Ao contrário do que ocorreu nos dois pleitos anteriores, quando tanto o presidente quando o governador ganharam no primeiro turno, agora teremos que votar de novo, para escolher entre os dois que ficaram, tanto no que diz respeito à sucessão presidencial quanto no que tange ao Estado.
Vai voltar o horário eleitoral gratuito, que tanta gente abomina, mas que é ainda mais importante neste momento porque a escolha é definitiva e a disputa se torna mais complexa. Os eleitores que, através das definições (e por causa da divisão entre os muitos candidatos) acabaram deixando dois candidatos para a disputa final, tem uma missão mais importante neste segundo turno. Do voto de cada um depende o futuro de todos nós.

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