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segunda-feira, 30 de setembro de 2002
Estélio Feldman 
Preparar a ''cola''
No passado, fazer ''cola'' era um crime escolar. Quem era apanhado ''colando'' levava ''bomba''. O assunto era tão momentoso que rendia até ditado popular como o que dizia que ''quem não 'cola' não sai da escola''. O tempo passou, a ''cola'' persiste, ganhou até conotações cibernéticas mas continua a ser proibida. Entretanto, neste domingo, o conselho para a maioria talvez até a totalidade dos que vão votar é ''levar a cola''.
Neste domingo, vamos promover a primeira grande renovação política do país, no novo milênio. Os brasileiros vão votar em um novo presidente, em novos governadores, renovar toda a Câmara Federal e todas as Assembléias Legislativas e eleger dois terços do Senado. Ao todo, cada eleitor vai ter que escolher seis candidatos em quem votar. E com o sistema de urnas eletrônicas, é preciso saber direitinho o número de cada um para não errar no voto. Assim, o melhor, mesmo, é levar de casa, bem escritos, os números dos candidatos escolhidos.
Errar no voto é pior até do que se abster ou votar em branco. O eleitor consciente, aquele que escolhe de modo elevado os candidatos que a seu ver são os melhores, não pode perder a escolha por um erro. Então, o negócio é preparar a ''cola'', levar de casa para a urna os números escolhidos de modo correto. Quem não tem facilidade, pode (e deve) pedir ajuda a parentes e amigos. Mas, atenção: os que vão ajudar não devem se aproveitar da falta de conhecimento dos que pediram auxílio. Tem a obrigação de escrever certinho o número dos candidatos escolhidos, sem querer alterar o projeto eleitoral de cada um.
Repetir como votar é sério, fundamental, vital mesmo, parece desnecessário. Infelizmente, não é. A cada nova eleição é preciso enfatizar tudo isto, até porque, diante das dificuldades que todos enfrentam, é fácil culpar os políticos e pretender que ''ninguém presta'', ''nada muda, mesmo'' e tantas outras desculpas. As coisas mudam na medida em que o eleitor muda, os maus candidados só se elegem se houver eleitores que os escolham. No dia das eleições, o cidadão é o dono de seu destino. Pode mudar a História, como os brasileiros já fizeram em outras ocasiões, inclusive durante a ditadura militar que dominou o País, de 1964 a 1985, e que caiu em função do repúdio do povo.
Levar a ''cola'' para as urnas é bom. Pensar bem, nestes dias que faltam e escolher melhor é o ideal. Só assim o Paraná e o Brasil podem mudar de rumos e atingir o estágio de progresso que todos nós queremos (e merecemos).
Cidadania
O exercício da cidadania é simples. Um exemplo: no domingo, uma senhora passava pela Avenida Bandeirantes e viu um vazamento de água tremendo. Ela, ao chegar à sua casa, ligou para a Sanepar e informou sobre a situação. Pouco depois, uma equipe da empresa já estava lá, trabalhando. O desperdício foi evitado graças à ação cidadã de uma pessoa.


