Carros x ônibus
Londrina teve, também, no domingo, seu ''dia sem carro'', um projeto que se espalha por vários pontos do País e que também acontece em grandes cidades do mundo (conforme foi noticiado neste mesmo espaço, na semana passada). Mas, naturalmente, o que se viu no domingo foi algo tímido. Muita gente nem ficou sabendo, alguns que tomaram conhecimento e participaram o fizeram no espírito de colaboração, sem pensar (a maioria) que a idéia, ainda mais em uma cidade como Londrina, pode ser levada mais adiante.
Carro é bom, sem dúvida. Entretanto, de modo geral, as pessoas sequer pensam em alternativas. Diariamente saem para o trabalho, para a escola, para qualquer atividade, usando o automóvel. Como foi até citado na reportagem de ontem da Folha, tem até quem use táxi para andar alguns quarteirões.
Sem dúvida, o trânsito da cidade não é feito em termos que privilegiem o pedestre. Igualmente, não há medidas mais concretas do setor de transporte coletivo no sentido de conquistar o usuário, fazendo-o usar o ônibus ao invés de sair de carro para qualquer atividade.
A grande alternativa para deixar o carro em casa é o ônibus. Recentemente, foi citada a experiência de alguns leitores que resolveram adotar a alternativa. De modo geral, se mostraram satisfeitos mas sempre houve ressalvas: há a questão do horário, o desonhecimento até da frequência, do trecho que cada linha percorre, dos pontos em que passa. Até mesmo o Psiu, uma idéia muito inteligente, não é muito conhecido do usuário. Existe uma linha central cujo roteiro também não é difundido. Tais alternativas poderiam ser úteis, desde que as empresas de transporte coletivo, inclusive a que opera entre os municípios, que também circulam pela cidade, divulgassem melhor seus serviços, roteiros, horários, pontos.
A situação atual do trânsito de Londrina contribui para que a idéia de trocar o carro pelo ônibus possa ser considerada interessante. Reduzirá o volume de carros nas ruas, o que implica em mais segurança. E pode ser também econômico para quem deixa o carro em casa, não precisando se preocupar com vagas, estacionamento, riscos. Dependendo do trecho, é mais barato usar o ônibus que o automóvel. Tudo isto porém depende de muitas medidas, inclusive no próprio setor de transporte coletivo. É possível e interessante (conforme destacou, em carta à Praça o dirigente de uma das empresas londrinenses) mas demanda trabalho de conscientização e investimento na melhoria do serviço.
Atitude inconcebível
Um folheto apócrifo (o que é natural, porque os autores de tais sujeiras não se identificam) circula pela cidade, com calúnias e ofensas contra uma candidata à deputado estadual. Inaceitável este tipo de procedimento. Pena que dificilmente a autoridade consegue identificar e punir os autores de tal coisa.

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