PRAÇA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de setembro de 2002
Estélio Feldman 
Pedágio para automóveis
Recentemente, comentou-se aqui a decisão anunciada por um leitor de deixar o carro em casa e usar o transporte coletivo para trabalhar. O assunto provocou debates, inclusive com a participação de responsáveis por uma empresa de transportes coletivos. Mas, como é fácil perceber, o problema do excesso de veículos no centro e a questão da melhoria no sistema de transporte coletivo não é exclusividade londrinense. Na verdade, a cidade que deu (ou ao menos serviu de modelo) nome a Londrina, a capital britânica, Londres, está envolvida em um projeto muito mais amplo. Neste domingo, acontece naquela capital, o ''Dia sem automóveis''. Esta é, porém, apenas a primeira parte. Londres optou por uma solução permanente tão inovadora quanto polêmica: um pedágio eletrônico, cujas rendas servirão para modernizar os transportes públicos decadentes.
A cobrança do pedágio não começa agora. A partir de 17 de fevereiro de 2003, automóveis, caminhões e caminhonetes terão de pagar uma entrada de cinco libras esterlinas (em torno de oito dólares) por dia (salvo os finais de semana e os feriados) para poder circular pelo centro de Londres entre 7 horas e 18h30.
A idéia é simples, mas sua aplicação necessitará de uma estrutura logística sumamente complexa: mais de 200 câmaras sofisticadas estão sendo instaladas na zona de pedágio. Conectadas a um computador central, no qual estão registradas as matrículas dos automóveis, serão encarregadas de verificar se os veículos que circulam no centro pagaram efetivamente o pedágio.
O prefeito de Londres, Ken Livingstone, espera, com esta medida, matar dois coelhos com uma só cajadada: diminuir o tráfego em 10 a 15% e arrecadar pelo menos 130 milhões de libras (210 milhões de dólares) anuais.
Os inúmeros detratores do projeto classificam a decisão de ''taxa para os ricos''. Várias associações de bairro já apresentaram recurso ante a justiça, alegando que este sistema criará problemas de circulação nos arredores do centro. Sem dúvida, até que a medida entre em vigor, muita coisa vai acontecer. De qualquer modo, é uma experiência que merece ser acompanhada com atenção.
Barulho demais
Na esteira das reclamações de algumas pessoas sobre o barulho das feiras livres (que, segundo reportagem publicada recentemente, baixou um pouco) um leitor, residente na rua Paranaguá, veio reclamar da situação na esquina daquela artéria com a Espírito Santo. Segundo ele, bar que funciona à noite e gente passando, com carros que tem como aparente atrativo, um som bem marcante, acabam com o sossego de quem mora por lá.
Passeata
Moradores da rua Guararapes, mobilizados contra a mudança feita no trânsito ali, vão promover passeata, domingo. Concentração no fim da rua, na frente do vale, a partir de 8h30.


