Ainda a Guararapes



A sra. Alessandra M. Gouveia Oliveira enviou carta ao jornal a fim de comentar, ainda, a polêmica questão da mudança no sentido de direção do trânsito, nas ruas Guararapes e Humaitá. Ponderando sobre o clima no mundo, a leitora assinala que ''vivemos uma época em que todos buscamos tranquilidade e segurança, as pessoas sofrem com o ''stress' provocado pelo excesso de barulho, da vida corrida e da poluição. Em contraste com este quadro, há na esquina da rua Guararapes com a Monte Castelo, uma escola (onde estuda minha filha de seis anos), que se preocupa muito com o respeito aos seus alunos, com a natureza que a cerca e também com a segurança. Segurança não apenas de seus alunos, mas do bairro onde está estabelecida já há doze anos''.
Após este intróito, a sra. Alessandra escreve: ''A rua Gurararapes, onde havia a paz e a tranquilidade que tanto desejamos, agora é submetida à metade do fluxo de ônibus urbanos e de automóveis que utilizavam a rua Humaitá. Olhando a rua, hoje, percebemos que ela passou a oferecer grande risco aos pedestres, aos usuários do transporte rodoviário coletivo e aos próprios veículos, principalmente para os ônibus, pois no final da rua (que termina em declive acentuado, no Vale da Água Fresca), há uma rampa seguida de uma curva em 90 graus, que obriga os ônibus a quase parar para poderem contorná-la. Não gosto nem de pensar nas possíveis falhas mecânicas (freios desregulados ou ruins) ou mesmo humanas, que poderiam causar graves acidentes. Além disso, o Vale da Água Fresca, anteriormente considerado a melhor e menos poluída parte do Lago Igapó, local muito querido e utilizado pelos moradores daquela região, passou a ser ameaçado pelo aumento da poluição do tráfego rodoviário e pela invasão indesejada de marginais e desocupados, que colocam em risco a segurança da população das imediações do vale''.
Completando a carta, a leitora afirma: ''Pergunto aos responsáveis pelas mudanças no trânsito daquela região: Será que este itinerário que escolheram é realmente o melhor para todos? E quanto à duplicação da Rua Humaitá? Por que não se fala mais no assunto, sendo que até desapropriações já foram feitas ali? Como mãe, temo pela segurança e qualidade de vida de todos que residem ou transitam diariamente por ali, principalmente da minha filha que é aluna de uma escola lá situada, a qual escolhi entre várias outras''.

Reunião da Academia

A Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina realiza, no domingo, sua reunião mensal ordinária, a partir das 10 horas, na sala de reuniões do Hotel Bourbon, na Alameda Miguel Blasi, 40. Na programação, uma palestra com ''Considerações sobre o Quarto Poder'', a cargo da acadêmica e professora Maria Lúcia Victor Barbosa. A reunião é aberta à coletividade.

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