PRAÇA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de agosto de 2002
Estélio Feldman 
Velas e lampiões
Houve uma época, há 40 anos, em que os londrinenses tinham de ter em casa, obrigatoriamente, velas. Os mais prevenidos tinham lampiões. Era um tempo difícil, cheio de problemas. Um deles era o da energia elétrica. Com muita frequência havia o que hoje se chama ''apagões''. Alguns até brincavam dizendo que quando chovia com relâmpagos pela região de Ourinhos, acabava a luz em Londrina.
Mas o tempo passou, as coisas foram melhorando e, nem mesmo durante o racionamento, o Paraná sentiu outra vez o problema. Um dos efeitos disto foi que boa parte da população simplesmente deixou de lado o hábito de ter velas em casa. Lampião, então, nem falar. Só mesmo quem gosta de ter coisas antigas, como um tipo de enfeite.
Ocorre que, no domingo, assim meio que inesperadamente (o tempo estava bom, não havia chuva, nem raios ou trovões) houve uma queda de energia que atingiu grande parte da cidade. Eram 20 horas, mais ou menos. E, de repente, a luz sumiu das casas, dos postes, de tudo. Não foi geral, mas atingiu ampla região.
E o problema inesperado gerou mais dificuldades que usualmente. Não houve, felizmente, caos no trânsito, embora na região atingida os semáforos tenham também apagado. O dia e o horário ajudaram. O movimento não era grande. Por outro lado, ocorreu uma coisa interessante: os motoristas se mostravam muito mais cuidadosos que de hábito.
O problema foi nas casas (e apartamentos). Muita gente não tinha sequer uma velinha em casa. Como era domingo, e à noite, não havia também a opção de correr para um supermercado a fim de conseguir o produto. O remédio foi esperar. Teve gente que foi dormir cedo, na impossibilidade de fazer qualquer outra coisa.
A falta de energia elétrica durou cerca de duas horas. Quando voltou e as coisas se normalizaram, muita gente já assumiu um compromisso urgente para o início da semana: comprar velas e deixá-las em casa, bem à mão, para ficar mais prevenido.
Festa nordestina
Será aberta amanhã, às 20 horas, no Museu de Arte de Londrina (antiga estação rodoviária, à rua Sergipe), a VII Festa Nordestina da cidade de Londrina. Exposições, oficinas, artesanato, culinária típica, músias, danças e outras atividades fazem parte da festa que fica aberta, com entrada franca, até o dia 1º de setembro, domingo. Nos dias úteis, a Festa fica aberta à partir de 18 horas. Sábado e domingo, começa a funcionar às 10 da manhã.
Morangos
Continua a funcionar, na Praça Marechal Floriano Peixoto, no centro, a feira do morango, com produtores da região oferecendo não só o fruto mas também geléias, doces e sucos. O preço é convidativo, até porque ali não há intermediários.


