PRAÇA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de agosto de 2002
Estélio Feldman 
Ônibus x carros
A propósito da nota publicada ontem sob o título acima, recebemos do sr. Gildalmo de Mendonça, gerente geral da Transportes Coletivos Grande Londrina, mensagem cumprimentando ''pela disposição de trazer em sua coluna uma discussão tão necessária para aumentar a qualidade de vida em nossa cidade''. Na sequência, assinala o sr. Gidalmo: ''A experência do leitor, sr. Carlos, que, como sempre sugerimos em nossas campanhas publicitárias, trocou o carro pelo ônibus, destacou pontos interessantes como a questão do estacionamento, gastos com combustível e estresse no trânsito. É claro que existem problemas no sistema, mas a frequência dos coletivos realmente pode melhorar em determinados horários se houver um aumento na demanda de passageiros nas linhas e se o transporte coletivo for priorizado nas principais vias com ações simples como canaletas exclusivas''.
Completando, o gerente geral da TCGL destaca: ''Como você mesmo escreveu, se mais pessoas criarem o hábito, e trocarem o individual pelo coletivo, sem dúvida o trânsito de Londrina só tem a ganhar''.
Ainda os ônibus
A sra. Cássia, que de vez em quando apresenta queixas à Praça, veio ontem para fazer uma sugestão face à nota sobre o cidadão que decidiu trocar o carro por ônibus e que reclama da demora na espera dos coletivos, em alguns horários. A leitora diz que, em Foz do Iguaçu, nos principais pontos de parada de ônibus, há placas indicando as linhas de veículos que por ali passam e seus horários. Entende ela que isto poderia ser feito em Londrina, também nos pontos mais importantes. Com isto, o usuário ficaria sabendo qual o horário que passa o ônibus que pretende usar, podendo inclusive acertar seus compromissos com base em tal informação.
A leitora afirmou que concorda plenamente com a opção da troca de veículo individual pela transporte coletivo.
Buracos na Guararapes
Um problema que os responsáveis pelo trânsito de Londrina aparentemente não previram quando decidiram mudar o trânsito na região da Higisnópolis, mudando as mãos e levando o tráfego da Humaitá para aquela artéria: há menos de uma semana que se implementou a mudança e começam a surgir buracos no asfalto da Guararapes, em vários pontos. A impressão é a de que o asfalto ali não foi feito para suportar o tráfego pesado, principalmente dos ônibus. É fora de dúvida que a questão deve merecer a mais absoluta prioridade porque, se não houver um trabalho rápido, não só de recuperação das crateras que vão surgindo mas de fortalecimento da faixa asfáltica, a rua vai se tornar intransitável, em pouco tempo.
Paralelamente, os moradores que não concordam com a mudança no trânsito continuam sua mobilização. Hoje, está prevista nova manifestação no final da rua, em protesto pela alteração. Ao mesmo tempo, continuam os esforços, inclusive legais, visando alterar a situação.


