Situação dos pedestres


Recentemente, divulguei aqui a opinião de dois leitores que criticavam os pedestres afirmando que são irresponsáveis e agressivos, desobedecem à legislação e criam, por isto, os maiores riscos para si próprios, no trânsito. No sábado, dia sempre mais ameno, um leitor me procurou e pediu para contestar aquela argumentação, dizendo desde logo que os motoristas que criticam os pedestres lembram advogados dos homicidas que, na defesa diante do Tribunal do Júri, culpam as vítimas pelo crime. ''Seria engraçado, não fosse trágico'' assinala , ''porque, como tem sido sempre destacado nesta coluna, o pedestre é a parte mais frágil no trânsito''.
O leitor assinala que, de modo geral e especialmente em Londrina, não há muito respeito ao pedestre, a partir mesmo da falta de elementos que lhe assegurem a segurança. ''Não há faixas de segurança suficientes nas ruas, de tal modo que o pedestre, em muitos casos, não tem como atravessar a rua'', diz, completando o raciocínio com a afirmativa que ''deste modo, condena-se quem anda a pé a ficar, permanentemente, dando voltas ao quarteirão sem poder fazer a travessia de uma artéria para outra''.
''A gente não pode esquecer, também, os sinais de trânsito para pedestres. Existem, embora em número insuficiente. O pior é que a maioria dos existentes fecha tão rapidamente que o cidadão tem que atravessar a rua correndo se não quiser ser atropelado por um destes pobres motoristas que são vítimas dos que andam a pé'', afirmou.
Completando, o leitor enfatiza: ''É fácil demais exigir que o pedestre obedeça à sinalização. Sem dúvida, é exigível isto. Mas e os motoristas, motoqueiros e até ciclistas, a legislação não é para eles? Arvoram-se em donos das ruas, abusam da velocidade, atravessam sinais vermelhos, param em locais proibidos, fazem tudo de errado no trânsito e quando atingem um pedestre colocam a culpa na vítima. Pode ser um modo simples de se eximir mas não é correto. O que se precisa exigir e reclamar é que os pedestres sejam respeitados e que os que estão motorizados obedeçam às leis do trânsito e, também, as da civilidade''.

Bosque inseguro

Todas as segundas-feiras, realizam-se, na sede central da Associação Médica de Londrina, os ''Encontros Musicais'', que começam às 20h30 e terminam perto das 22 horas. Alguns dos frequentadores daqueles encontros manifestaram a preocupação ante a insegurança na área central, notadamente na região do Bosque. Foi feita a sugestão de se manter aberta a passagem pelo Bosque, que liga a rua Piauí da Rio de Janeiro à São Paulo, até pelas 23 horas, pelo menos nas segundas-feiras. Mas com uma ressalva: seria necessário que houvesse algum tipo de segurança para quem fosse usar a passagem. São dois problemas: passagem e segurança a exigir medidas da Prefeitura e da Polícia Militar.

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