Zona Azul
A propósito dos estudos relativos à situação da Zona Azul e dos jovens que trabalham ali, recebi carta assinada pela senhora Mariles Vieira Mangili em que a leitora faz válidas ponderações sobre o assunto, motivo pelo qual transcrevo alguns trechos.
''Estou escrevendo para lembrar que no começo do mês de agosto estará retornando a Londrina a doutora Margareth, que virá para definir a situação dos meninos que trabalham na Zona Azul''.
''Acredito, realmente, que temos que nos preocupar com a violência que tem imperado em nossa cidade. A preocupação com a integridade física e psicológica desses meninos é pertinente. Mas será que sendo obrigados a deixar esta atividade, esses adolescentes estarão livres da violência?''
''Muitos destes meninos, antes de fazer parte deste trabalho digno, sem exploração e consciente dirigido pela EPesmel, estavam nas ruas convivendo com toda espécie de violência. Hoje recebem instrução, alimentação, carinho e esperança de um futuro melhor. Se forem privados deste trabalho, penso que serão obrigados a procurar alguma forma de ganhar dinheiro, já que muitos garantem o sustento da família. Será que não estarão muito mais suscetíveis à violência? Será que a família destes meninos foi consultada pelas autoridades? E mesmo os que trabalham na Zona Azul, será que foram ouvidos? Será que desejam ser privados deste trabalho?''
''Eu já estive por diversas vezes na Epesmel onde esses meninos recebem alimentação, instrução (são diversos cursos oferecidos). Acredito que grande parte de nossa comunidade não conheça este trabalho. Será que a doutora Margareth realmente tomou conhecimento de tudo o que é oferecido a esses meninos e por extensão a suas famílias? Quantas mães estão hoje agradecendo a Deus por terem seus filhos livres das más companhias, de drogas e de toda sorte de violência a que estavam sujeitos antes de serem acolhidos pela Epesmel!''
''Num momento em que os meios de comunicação tem divulgado notícias ruins ... penso que também poderiam divulgar o que tem sido feito de bom, como este trabalho que tem à frente o padre Lidio Roman. Espero que nossa sociedade esteja atenta a este problema e ajude de alguma forma a evitar que esses meninos sejam privados da oportunidade de uma vida melhor. E, o que é pior, por falta de alternativas possam ser induzidos a trilhar pelos caminhos do vício, roubos, etc., e aí, certamente, estarão em situação de rísco''.
Pedestres
A propósito da nota publicada ontem, em que um leitor-pedestre reclamou da falta de respeito de motoristas, na passagem por faixas de segurança, outro leitor procurou a Praça para fazer uma observação. Ponderou que há muitos pedestres que são mal comportados, desrespeitam os sinais de trânsito e acabam, por isto, criando também situações de risco para si e para os outros.

mockup